O que os especialistas dizem sobre a depilação íntima total?

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A remoção de todos os pelos da vagina e do ânus, cada vez mais, atrai adeptos. Esteticistas e médicos se dividem sobre a segurança do método e explicam prós e contras.

Proteção

“Considerando que a pele da região íntima é mais delicada que as demais partes do corpo, a remoção total dos pelos não é indicada pela comunidade médica uma vez que estes constituem uma proteção contra o atrito direto com a lingerie, o absorvente e, consequentemente, fungos e bactérias. No verão, as ameaças são maiores devido ao contato com a areia, a piscina e a água do mar. Também é importante mencionar que esse procedimento influencia a saúde da flora vaginal deixando a região mais propensa a infeções urinárias”, esclarece o ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Antônio Dias.

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Dor
Dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional de Santa Catarina, Maria do Carmo Chiardelli defende que apesar da opinião médica, existem métodos seguros para realizar uma depilação íntima total adequada. A profissional acrescenta que, assim como a remoção de pelos em outras regiões do corpo, o grau de dor varia de pessoa para pessoa. “Os especialistas não recomendam realizar a remoção total com frequência. Mas quem deseja experimentar ter a região absolutamente lisinha, mas teme quão desagradável a sensação possa ser, pode apostar na eliminação progressiva: a cada sessão, a depilação avança um pouco mais até não sobrar nenhum pelinho”.

Lesões
Quando o assunto é a pele e tratamentos estéticos as reações são imprevisíveis. Portanto, ao menor sinal de lesão, vermelhidão intensa é necessário interromper o procedimento. Em caso de dores fortes, ferimentos ou queimaduras, não hesite: procure o pronto-socorro mais próximo.

Métodos
A seguir, Cristina Oliveira, depiladora paulistana há mais 10 anos, explica os passo a passo de cada opção.

- Lâmina. É o método mais agressivo e arriscado de depilação – sobretudo para o ânus. As chances de corte e, consequentemente, inflamação, são grandes. Ainda assim, aos que a elegem a dica é utilizar apenas aparelhos novos em movimentos lentos.

- Cera quente.
Exige, sobretudo, uma profissional experiente na prática, o que também significa puxadas tão firmes quanto delicadas e atenção absoluta com a temperatura da cera. Posto isso, é considerada o método mais eficiente – é rápido, seguro e proporciona um resultado duradouro.

- Cremes depilatórios. Em relação a lâmina tem a vantagem de se apresentarem como uma alternativa mais segura – no entanto, os pelos não demoram para despontar novamente. Em dois ou três dias, eles surgem novamente. Lembrando que realizar com antecedência o teste para identificar a possibilidade de reação alérgica é fundamental.

- Laser. Maria do Carmo Chiardelli garante que a remoção dos pelos com laser na região íntima é liberada. “São necessárias, em média, entre seis e oito sessões para eliminação dos pelos. Mas não há milagres: dez meses a um ano e meio depois eles estarão de volta. E não podemos ignorar que estamos falando de um procedimento dolorido, ainda que seja possível a aplicação de anestésicos tópicos meia hora antes”.

Assepsia
Assepsia é o cuidado com a limpeza e higiene de tudo que nos cerca. E antes, durante e depois do procedimento ser realizado é importante estar atenta às condições de higiene. O ambiente deve ser impecavelmente limpo, fresco e arejado. Todos os produtos utilizados devem ser descartáveis: o reaproveitamento da cera, por exemplo, é um dos principais responsáveis pela proliferação de bactérias e doenças.

Antes de aplicar cosméticos calmantes e refrescantes, verifique a fórmula dos mesmos e a data de validade. Esteja segura de que o alivio imediato à sensação de ardência e desconforto que a depilação possa ter provocado não irá desencadear alergias.