Hirsutismo causa crescimento de pelos em locais indesejáveis

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Imagine ter de lidar com pelos que crescem por todo o corpo, e sobre os quais não se tem controle. Para muitas mulheres parece um pesadelo, mas para cerca de 15% da população brasileiras, é uma realidade, causada pelo hirsutismo.

“O hirsutismo é a presença excessiva de pelos grossos e escuros nas mulheres em locais nos quais somente homens deveriam apresentá-los”, explica o médico endocrinologista Cristiano Roberto Grimaldi Barcellos, que ainda esclarece: não se trata de uma doença, mas sim de um “sinal clínico que pode sinalizar um distúrbio caracterizado pelo excesso de hormônios masculinos, também chamados de andrógenos”.

Esses pelos podem aparecer no rosto, entre as mamas, na linha abaixo do umbigo, em volta das aréolas e nas raízes das coxas, diz Amanda Athayde, endocrinologista membro do departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O crescimento desses pelos indesejáveis causa não apenas impactos no organismo, mas também na mente das pacientes, segundo Barcellos. “O hirsutismo tem implicações negativas no padrão estético das mulheres, principalmente em países onde as pessoas exibem mais o corpo, como o Brasil”, acredita. “Consequentemente, distúrbios psicológicos são queixas frequentes e podem chegar à depressão”.

Outros problemas ocasionados pelo distúrbio, e que vão além dos pelos, são o aumento na oleosidade de pele e na acne e a queda de cabelos na região frontal, além de irregularidade menstrual e dificuldade para engravidar, já que os hormônios estão desregulados.

Tratamentos e soluções

Segundo Amanda, os tratamentos prescritos hoje em dia dependem primordialmente da causa por trás do hirsutismo. “A mais frequente é o aumento da secreção de hormônios masculinos pelos ovários. Nesses casos usam-se pílulas anticoncepcionais com baixos níveis de hormônios parecidos com os masculinos e pode-se também associar as ditas substâncias anti-hormônios masculinos (antiandrogênios). Nas vezes em que o aumento de secreção ovariana dos androgênios (hormônios masculinos) é provocado por um excesso de insulina (a maioria dos ovários ditos policísticos), também se deve associar medicações que diminuam a insulina”, relata.

“Dentre os medicamentos utilizados atualmente destacam-se a espironolactona, a ciproterona e a finasterida. Todos são administrados por via oral e demonstram boa eficácia, mas qualquer um deles promove melhora estética somente após seis meses de uso”, explica Barcellos.

Por isso, o melhor, na maioria das vezes, é optar por uma combinação de tratamento medicamentoso e estético, de modo a sanar o problema mais imediato. Devido à característica dos pelos, os médicos recomendam a depilação a laser. Mas lembre-se que, mesmo removendo, é preciso continuar o tratamento, pois caso contrário, eles crescerão de novo.