Primeiro as damas?

Então você está no bar com o pessoal do trabalho para aquele happy hour bacana depois de um longo dia de trabalho. Lá pelo terceiro chope, você percebe que um dos engravatados da mesa ao lado é bem bonitinho. Entre uma reclamação e outra a respeito do chefe, você repara que o sujeito está olhando para você e sorrindo. Você retribui, ele recebe sua “resposta” e continua o jogo. Depois de algum tempo, as fofocas do escritório começam a ficar mais interessantes do que esse “sorri e acena”. Aí fica a dúvida: dar o primeiro passo, levar a coisa para o próximo nível e correr o risco de parecer oferecida, ou esperar que o sujeito mova aquela bundinha linda e venha falar com você?

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Não se preocupe, minha amiga, você não está sozinha. Tomar ou não tomar a iniciativa da paquera é um dos grandes dilemas da mulher na atualidade. Ao lado, talvez, de questões  como onde encontrar uma depiladora de confiança que atenda depois das 21h, por que você escolheu ter filhos em vez de fazer Mestrado na Inglaterra, ou como impedir que a fatia de pudim de leite que você comeu no almoço vá parar direto no seu quadril. 

Eu poderia vir com um discurso igualitário cheio de frases como “não há nenhum problema em mulheres darem o primeiro passo” ou “vá à luta porque essa divisão sexista de papeis não está com nada”. Até porque eu acredito de verdade em tudo isso. Mas não seria honesto. Infelizmente ainda existem milhares de caras por aí que se intimidam quando a mulher toma a frente. O número deles vem diminuindo, é verdade, mas ainda assim convém pensar um pouquinho antes de decidir qual postura assumir.

A primeira pergunta a se fazer é que tipo de risco você está disposta a correr. Continuar olhando e sorrindo é, de longe, mais seguro. Afinal, caso o sujeito não se mova sempre dá para dizer que você nem queria mesmo ficar com o cara e que tudo não passou de uma grande diversão. Ok, jogar toda a responsabilidade nas costas do moço reduz a zero as chances de levar um fora, mas te coloca em uma posição de impotência.

Não me venham com essa história de que “se o sujeito estivesse a fim ele teria vindo falar comigo”. Mulheres não são boas em dar sinais claros sobre o que quer que seja, muito menos quando estão sexualmente atraídas pelo cara da mesa ao lado. Então, o sujeito pode, simplesmente, não ter sacado que você estava dando mole para ele. Além disso, alguns caras são tímidos e, a não ser que suas mães super protetoras os arrastassem pela mão, eles jamais tomariam a iniciativa de ir falar com você.

Outro ponto que precisa ser levado em conta é o tipo de cara que você procura. Se o sujeito que completa sua fantasia de família de comercial de margarina for um daqueles tipos mais certinhos (eu ia dizer coxinha, mas achei que poderia ofender alguém), com visões meio esteriotipadas sobre o papel de homens e mulheres na vida, fique exatamente onde está. A ousadia de cruzar o bar, sentar-se ao lado dele e puxar papo pode estar tão fora da maneira como ele enxerga as coisas que você certamente será mal interpretada. Simplificando: ele vai te achar fácil e não vai te levar a sério. Ou seja, se você espera um príncipe montado em um cavalo branco vai ter de fazer a donzela aprisionada na torre. É um porre, eu sei, mas são os ossos do ofício.

Ok, ninguém anda com crachá na balada. Então como saber se o sujeito vai te achar uma mulher de atitude ou uma piranha caso você toma a iniciativa? Tentativa e erro, minha cara, simples assim. Se o sujeito encarar numa boa sua investida, ponto para as meninas. Se ele nunca mais aparecer, agradeça à vida por tirar do seu caminho alguém que provavelmente não te faria feliz e bola para frente.
 
Por último, mas não menos importante. Por favor, esqueça essa história de mostrar as palmas das mãos, mexer no cabelo, rir jogando a cabeça para trás ou qualquer outra bobagem que o canal da National Geographic disse que demostram o seu interesse. Pode até ser cientificamente comprovado, mas os homens têm algumas inseguranças que os felinos da savana não possuem. Então convém brindá-los com um pouco mais de objetividade. Não precisa cruzar a pista de dança sensualizando e passar uma cantada de pedreiro. Um simples sorriso largo, olhando nos olhos dele e um gesto de “vem cá” com os dedos são suficientes para eliminar qualquer dúvida. Aí é confiar no seu taco e deixar o resto por conta da Mãe Natureza.