Billie Eilish fala que não é feliz com próprio corpo: 'Mas quem está?'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Billie Eilish, 19, falou abertamente sobre aceitação corporal e o efeito da mídia nesse aspecto da vida dela. "Vejo pessoas na internet com uma aparência que nunca vi antes. Imediatamente penso: 'meu Deus, como eles são assim?'. Sei os meandros desta indústria e o que as pessoas realmente usam em fotos, e que aquilo que parece real pode ser falso, mas mesmo assim, eu ainda vejo e digo, 'oh Deus.' Isso me faz sentir muito mal", assumiu a cantora.

Apesar disso, Eilish destacou que outros aspectos da vida dela a alegram, apesar da insatisfação com o próprio corpo. "Quero dizer que estou muito confiante em quem eu sou, e bastante satisfeita com minha vida, mas obviamente não estou feliz com meu corpo, mas quem está?", questionou em entrevista ao The Guardian neste sábado (31) para a promoção do novo álbum dela "Happier Than Ever".

Eilish admitiu ainda que as fotos tiradas por paparazzi também impactam na percepção corporal que ela tem de si mesma, assim como as reações dos internautas a essas imagens. "Só precisamos de corpos para comer, andar e fazer cocô, para sobreviver", disse ela à publicação. "É ridículo que alguém se preocupe com corpos. Por que nos importamos"?

A artista afirmou ainda que quando está no palco procura não pensar nisso, o que acaba sendo facilitado por seu estilo, que prioriza nas apresentações o uso de roupas maiores, com as quais se movimenta com facilidade. "Tenho uma relação terrível com meu corpo, de uma forma que você não acreditaria, então eu só tenho que desassociar", acrescentou Eilish.

A jovem aproveitou o assunto para falar sobre as pressões sociais que muitas mulheres sofrem para manter também as madeixas dentro de um padrão. "Por que nos preocupamos com o cabelo? Por que todo mundo odeia tanto o cabelo do corpo, mas literalmente temos uma coisa enorme de cabelo em nossas cabeças, e isso é legal e bonito", questionou. "Se você pensar bem, enlouquece".

Eilish ficou mundialmente conhecida ao conquistar os quatro principais prêmios Grammy -artista revelação, disco do ano, canção do ano e álbum do ano- em 2020, por seu trabalho no álbum "When We All Fall Asleep, Where Do We Go?", de 2019. O feito fez dela a pessoa mais jovem e a primeira mulher, a conseguir a façanha na história da premiação.

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