Bill e Melinda Gates: separar após 27 anos significa fracasso?

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O anuncio veio ao publico em maio
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Resumo da notícia

  • Divorcio foi anunciado em maio

  • Muitas especulações surgiram após o anúncio

  • Como as pessoas enxergam o fim dos relacionamentos?

Bill e Melinda Gates anunciaram em maio o fim do casamento de 27 anos. Dias depois, começou uma especulação sobre os motivos que os levaram a se separar. Se você pensou: nossa, por que será que não deu certo? Essa matéria é para você.

"Um casamento pode ser bem-sucedido enquanto dura. Aparentemente, os dois tiveram muitos bons momentos, formaram uma família, tinham afinidades, coincidiam em valores [no ano 2000, eles criaram a fundação filantrópica Bill e Melinda Gates]", afirma a psicóloga e psicanalista Blenda de Oliveira, que é terapeuta de famílias e casais.

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Para Blenda, o fato de uma união terminar não significa que ela foi ruim. Assim como o fato de ela durar 30, 40, 50 anos não significa, necessariamente, que ela é boa. "Há muitos fatores que explicam um casamento longo para além do amor. Compromisso com a família, valores religiosos, dependência financeira e até medo da solidão", explica a psicóloga e psicanalista.

Trair é o ponto final?

A especialista ainda afirma que a suposta infidelidade de Bill pode passar longe de ser o motivo real da separação. "A traição dentro do casamento nem sempre significa o fim. Dependendo da história do casal, ela pode ser elaborada e transformada."

De fora, costuma-se idealizar as relações. Ainda mais em se tratando de casais públicos como Bill e Melinda. "Não sabemos da vida íntima de fato, os acordos que foram feitos", fala Blenda.

Chega de idealização

De acordo com a terapeuta, um casamento bem-sucedido começa com o fim da idealização. Em primeiro lugar, Blenda diz que nenhum é projeto de uma única pessoa, logo, seu fim também não pode ser atribuído a um lado só. Em segundo, ele é apenas parte da vida de alguém, não a totalidade. "É como a maternidade. O fato de eu ser boa mãe não quer dizer que sou uma boa pessoa em todos os aspectos", comenta.

Blenda diz que um casamento não depende só de amor para durar. "Na conta, ainda há tolerância, paciência e comunicação. Quanto mais se tem uma visão real do casamento, mais possibilidade há de fazê-lo uma empreitada possível. Uma boa união não é aquela na qual não existem dificuldades, mas na qual elas são bem digeridas."

A psicóloga propõe um exercício: "Se eu ficasse sem ele ou ela, o que eu sentiria? É uma reflexão muito dura, mas que faz com a gente experimente o amor que tem pelo outro, que coloca o casamento em uma posição que não é única".

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