Bienal de São Paulo adia mostra principal e se repensa em meio ao coronavírus

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 05.08.2018: Movimentação do público durante a Bienal do Livro de São Paulo. (Foto: Rafael Hupsel/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bienal de São Paulo anunciou, na manhã desta quarta (25), mudanças na sua 34ª edição em resposta à pandemia do coronavírus. Prevista para abrir no dia 5 de setembro, sua mostra principal foi adiada para o dia 3 de outubro.

Além disso, as exposições individuais da brasileira Clara Ianni e da americana Deana Lawnson, que ocupariam o Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em abril e em julho, respectivamente, também foram canceladas -em nota, a organização afirmou que elas serão incorporadas à coletiva.

Outra parte importante da organização da Bienal também está tendo que ser repensada com a mudança de datas. Isso porque a ideia era que o evento se espalhasse pela cidade, com exposições individuais dos participantes espalhadas por 25 museus e centros culturais da cidade --instituições que vão do Masp e da Pinacoteca a unidades do Sesc.

"A arte, com sua capacidade de estabelecer conexões e emocionar, é, agora, mais necessária do que nunca", diz a nota. "As equipes da Bienal estão trabalhando (remotamente) para que a instituição contribua de alguma forma, no seu âmbito de atuação, durante este momento difícil."