Bia Kicis encerra sessão da CCJ após briga entre petista e bolsonaristas; assista

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
Paulo Teixeira (PT-SP) discutiu com os bolsonarista Alê Silva (PSL-RJ) e Carlos Jordy (PSL-RJ) (Foto: Reprodução/TV Câmara)
Paulo Teixeira (PT-SP) discutiu com os bolsonarista Alê Silva (PSL-RJ) e Carlos Jordy (PSL-RJ) (Foto: Reprodução/TV Câmara)
  • Paulo Teixeira (PT-SP) chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida

  • Carlos Jordy (PSL-RJ) e Alê Silva (PSL-RJ) xingaram Teixeira de "vagabundo"

  • Bia Kicis (PSL-DF) encerrou a sessão da CCJ

A sessão da Comissão de Constituição de Justiça desta quarta-feira (17) foi encerrada após uma discussão acalorada entre deputados do PT e do PSL. A presidente da CCJ, Bia Kicis (PSL-DF), encerrou a sessão após o bate-boca.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida ao se referir aos mais de 278 mil mortos em decorrência da covid-19.

“Tem vacina, e ele não compro. Tem máscara, e ele não adotava as máscaras. Todo mundo recomendava que não tivesse aglomerações, e ele promovia que tivesse aglomerações. Então, ele é um genocida. E quem o defende comunga dos seus atos e palavras, ele tem que ser julgado criminalmente”, dizia o petista, quando foi interrompido pelo deputado Carlos Jordy (PSL-RJ). Assista:

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A Bia Kicis, Jordy afirmou que não “aturaria aquele tipo de comportamento”. E se dirigiu em seguida a Paulo Teixeira: “Se ele é um genocida, você é um vagabundo. Vai baixar o nível?” A deputa Ale Silva (PSL-RJ) somou-se a Jordy e também xingou Teixeira.

Enquanto os deputados batiam boca, a presidente da CCJ tentou acalmar os ânimos. “Deputados, essa discussão não leva a nada”, e informou que encerraria a sessão. Mesmo assim, eles continuaram a briga.

Intimação pelo uso de "genocida"

O termo usado por Paulo Teixeira, “genocida”, que gerou a briga na CCJ foi o mesmo usado pelo youtuber Felipe Neto. O influenciador foi intimado a depor sob o argumento de que estaria enquadrado na Lei de Segurança Nacional. A denúncia foi feita pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Após Felipe Neto divulgar um vídeo relatando o ocorrido, ele recebeu a solidariedade do ex-presidente Lula (PT). O ex-candidato à presidência, Fernando Haddad, também criticou a intimação de Felipe Neto.