Ex-BBB Vanderson fala sobre reclusão e dívidas: "Só tive perdas"

Vanderson quer se reerguer em 2020 (reprodição / instagram @vandersonbrito)

O ano de 2019 não foi nada fácil para o ex-‘Big Brother Brasil’ Vanderson Brito. O biólogo foi desclassificado do programa após ex-namoradas o denunciarem por assédio moral e físico e deixou a casa ao receber uma intimação para depor sobre o caso. Mas foi inocentado em todos os processos pela Justiça e contou ao Yahoo! como foi o ano que conviveu com o processo.

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Após a saída do programa ele foi blindado e quase “sumiu” da vida pública. “Foi um ano bem complicado. As pessoas falam o que querem, leem o que querem e sair na rua em certos momentos foi complicado. Por duas ou três vezes aconteceram situações desconfortáveis. Olhares desconfiados de julgamento, um cara me apontou como ‘o agressor do 'Big Brother’ e outra vez fui comprar um café e umas garotas me reconheceram e começaram a me xingar e juntar pedras no chão [para jogarem]. Nunca revidei essas coisas, mas me senti desconfortável em sair de casa”, diz o educador.

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O biólogo conta ainda que recebeu todos os tipos de retaliações de desconhecidos possíveis. “Centenas de ameaças de morte nas redes sociais. Pessoas que nunca te viram começam a achar que te conhecem, foi complicado”, reflete.

Desclassificado do jogo com apenas alguns dias de confinamento, ele conta que a Globo disponibilizou seguranças para o acompanharem. “A emissora deixou ela [Delegada Rita Salim] me entregar a intimação no confessionário para eu não sair e ser eliminado, mas ela exigiu que fosse entregue fora. Fui desclassificado e decidi voltar ao Acre. Eles me levaram para um hotel, conseguiram uma passagem para ir para casa no mesmo dia e me deram uma escolta até lá para não acontecer nada de grave”, lembrou.

O participante se apresentou no dia seguinte na delegacia para saber melhor sobre as três denúncias ao qual foi acusado. Uma das denunciantes confessou em depoimento que mentiu e fez uma denúncia falsa. “Não dá para me colocar no lugar de uma mulher, mas fico pensando em como criar denúncias falsas descredibiliza o movimento. Pessoas não representam o movimento feminista fazendo isso”, lamenta.

Sem a renda que os ex-participantes costumam fazer com presenças vips e campanhas, acrescentado à reclusão, o biólogo diz que acumulou diversas dívidas para se manter.

“Algumas possibilidades vieram, mas sabia que qualquer coisa que eu fizesse seria esmagado junto com a marca que me contratou. Escolhi não fazer para me proteger e proteger eles. Não tive nenhum ganho, tive perdas. Evitando me expor não tinha como conseguir muita coisa e até hoje tenho dívidas com isso. A minha batalha em 2019 foi provar minha inocência e juntar provas para responsabilizar algumas pessoas”.

Após ser absolvido de todas as acusações, Vanderson quer virar a página. “Quero, de alguma forma, ajudar mulheres que sofrem violência doméstica. Há alguns anos dava aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres às quartas-feiras e sábados. Com essa visibilidade, inicialmente negativa, estou criando com parceiros em Rio Branco uma campanha contra crimes virtuais e com isso trabalhar com entidades que apoiam mulheres que sofrem violência doméstica”, adianta.