Ana Maria Braga usa "racismo reverso" para criticar fala de Lumena

Amanda Caroline
·3 minuto de leitura
A apresentadora é detonada nas redes sociais por citar ideia inexistente (Foto: Reprodução/Rede Globo)
A apresentadora é detonada nas redes sociais por citar ideia inexistente (Foto: Reprodução/Rede Globo)

Ana Maria Braga usou a ideia inexistente do "racismo reverso" para criticar uma fala de Lumena sobre Carla Diaz no 'BBB 21'. A psicóloga se referiu a branquitude da atriz em conversa com Fiuk e a apresentadora não gostou da declaração.

Ao comentar o reality show no 'Mais Você', ela perguntou ao repórter Ivo Madoglio se tem culpa da branquitude, termo que fala sobre os privilégios dos brancos, que estão sempre em vantagem na sociedade racista.

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"Gente, não entendi esse negócio de branquitude. Explica para mim. Eu e você somos 'branquelíssimos-tude'", debochou a apresentadora. "A gente tem culpa disso? Está acontecendo aí um reverso, não é? Você tem que votar em alguém, não importa se é preto, branco, amarelo ou vermelho. É um jogo, é feio isso", disparou a apresentadora. "Eu sou [branco] azedaço", completou o repórter.

"Assim como o Projota disse no começo do programa, que a mulher dele é branca, a filha dele é branca... Então não pode existir essa rivalidade entre o negro e o branco", argumentou Madoglio, que concordou com o pensamento de Ana Maria.

A global ainda usou a expressão pejorativa "mulato", que reduz a negritude de uma pessoa descendente de negros e brancos, e insistiu na ideia errada do "racismo reverso".

"Tem coisa mais bonita do que a mistura? Que dá o mulato, que dá aquele jambo maravilhoso que o brasileiro tem... Na sua maioria, inclusive. A gente sabe do preconceito que eles sofrem, mas fazer preconceito reverso numa situação dessa é uma bobagem. É uma pena perder esse tempo", finalizou.

Racismo reverso não existe

"Racismo reverso" é um conceito inexistente. Para haver racismo, deve haver relação de poder. E a população negra, oprimida há séculos, que enfrentou 300 anos de escravidão no Brasil e ainda é a mais atingida pelas desigualdades do país, não está em posição de poder na sociedade.

"Falar em racismo reverso é como acreditar em unicórnios: não existe racismo de negros contra brancos porque este é um sistema de opressão. Negros não possuem poder institucional para serem racistas", define Djamila Ribeiro, mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), escritora e ativista, em publicação da revista 'Carta Capital' em novembro de 2015.

A apresentadora foi duramente criticada nas redes sociais. Confira as reações:

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