BBB 20: O que a revolta de Lucas Rangel nos conta sobre estereótipos femininos?

Redação Vida e Estilo
Lucas Rangel (Foto: Instagram)
Lucas Rangel (Foto: Instagram)

O 'BBB 20' mal começou e já tem polêmica rolando… fora da casa. Isso porque o youtuber Lucas Rangel ficou revoltado com a forma como os brothers do grupo Pipoca se referiram a ele no programa.

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Em sua página no Twitter, ele publicou um vídeo de alguns participantes conversando na cozinha da casa principal. No vídeo, que você vê abaixo, Victor disse que o youtuber é um "cachorro" e um "youtuberzinho" - o que gerou revolta no influenciador.

"Não vou ficar fazendo texto militante, nem batendo boca. Não quero ofender de volta, como eles fizeram cmg, sem nem mesmo conhecer ou saber quem sou. Mas vai ter exposed, sim! Sim, pelo fato de ainda diminuírem a profissão do influenciador digital. E tratar como futilidade e palhaçada", escreveu ele.

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Logo outros youtubers grandes saíram em apoio para defender a categoria - que ainda tem problemas em ser reconhecida. Felipe Neto também usou o Twitter para falar sobre como é um "youtuberzinho" e que um dia espera poder ser chamado também de "ex-BBB" - e aí se instaurou toda uma discussão sobre responder uma ofensa com outra.

Rízia, ex-'BBB19', por exemplo, respondeu para Felipe que o programa abriu muitas portas para ela, que hoje também trabalha com o internet, e ouviu, na retruca, que o seu comentário só ofende quem usa ‘ex-BBB' como cargo.

Podemos levar a questão um pouco mais além. Você alguma vez já viu alguém sendo chamada de "blogueirinha" de forma pejorativa? Caso sim, deve ter percebido que o apelido, que hoje já virou quase uma chacota, é majoritariamente voltado para mulheres que trabalham com internet.

Trabalhar com internet não é simples, e o ramo ainda é considerado bastante polêmico - muita gente acredita que quem trabalha com internet só ganha muito presente, faz foto de look e publicidade velada. O que, claro, não é verdade.

De qualquer maneira, o apelido pejorativo e no feminino foi o que pegou - e hoje muitas mulheres que trabalham sério com internet e construíram carreiras sólidas online são diminuídas com o arquétipo.

Porém, quando o assunto da vez é um homem… A revolta não só é grande como apoiada por outros homens. Se o contrário acontecesse, provavelmente a mulher em questão seria considerada dramática, como explicaram algumas usuárias também no Twitter.

É óbvio que toda profissão deve ser valorizada e respeitada, jamais diminuída. O ponto aqui é a diferença de tratamento para uma questão que afetou um homem, mas que afeta mulheres, há, pelo menos, 10 anos, quando o boom dos blogs começou no Brasil e vimos uma quantidade enorme de blogs, principalmente de moda e beleza, explodirem por aí. Muitas começaram como um hobby, totalmente por paixão e cresceram com trabalho duro. Outras decidiram entrar para o ramo com um desejo simples de ganhar dinheiro como as grandes.

Em tempos de redes sociais, quando o uso do Instagram já virou profissional para muita gente e os aplicativos se tornaram parte da vida cotidiana de praticamente todo mundo, é de se questionar o que fica no caminho dessas profissões serem consideradas sérias. Ao mesmo tempo, seria muito interessante ver as mulheres deixarem de ser diminuídas e estereotipadas pela profissão - e levadas a sério quando reclamam sobre o assunto, assim como quando acontece com um homem.