Barr diz não haver sinais de fraude eleitoral nos EUA enquanto Trump mantém esforços legais

Por Jarrett Renshaw e Sarah N. Lynch
·1 minuto de leitura
;

Por Jarrett Renshaw e Sarah N. Lynch

WASHINGTON (Reuters) - O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, afirmou nesta terça-feira que o Departamento de Justiça não descobriu qualquer evidência de fraude generalizada nas eleições presidenciais no mês passado, ao mesmo tempo em que o presidente norte-americano, Donald Trump, mantém seus esforços legais para reverter a derrota eleitoral.

"Até agora, não enxergamos fraudes em uma escala que poderia ter afetado o resultado da eleição", afirmou Barr, designado por Trump e visto, de forma geral, como leal ao presidente republicano, à Associated Press.

No mês passado, Barr ordenou que procuradores federais conduzissem investigações sobre alegações que tivessem credibilidade sobre fraude eleitoral, mas alertou que eles evitassem investigações sobre "afirmações fantasiosas ou fabricadas".

O democrata Joe Biden derrotou o republicano Trump por uma margem ampla nas eleições do dia 3 de novembro, conquistando no Colégio Eleitoral --que efetivamente define o presidente-- 306 votos contra 232 de Trump. Na votação popular a vantagem de Biden foi de mais de 6,2 milhões de votos.

Apesar disso, Trump continua afirmando, sem apresentar evidências, que a eleição foi manchada por fraudes generalizadas, acusações que foram rejeitadas repetidamente por autoridades estaduais e federais.

A equipe jurídica da campanha de Trump respondeu aos comentários de Barr dizendo que o Departamento de Justiça não investigou suficientemente as alegações de fraude eleitoral.

Nesta terça-feira, a equipe de Trump solicitou à Suprema Corte de Wisconsin que determine se 221 mil cédulas de ausentes, que supostamente careciam de informação, deveriam ser excluídas da contagem total de votos. Biden venceu o Estado por cerca de 20 mil votos.