Bagunçada e sem vergonha, Loki consolida o Disney Plus como o laboratório de experiência da Marvel

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O quinto episódio de Loki fez pouco pela história da série em si, mas dificilmente acharemos um produto da Marvel que inclua tantos easter eggs em tão pouco tempo de tela. Nem mesmo a batalha final de Vingadores Ultimato conseguiu trazer referências tão singulares como este último capítulo que, se não está entre as melhores coisas do Disney Plus, ao menos diverte pelo abraço sem pudor à galhofa.

Loki, diferente de WandaVision ou Falcão e o Soldado Invernal, nunca se pautou por um assunto forte o suficiente para superar a força de seu protagonista. Enquanto as antecessoras falaram de luto e racismo, Loki flerta com identidade e mantém essa premissa em todos os episódios, mas nunca a deixa ofuscar o senso aventuresco e quase infantil do roteiro. Na reta final, além de entender que precisa revelar uma série de questões, o programa ainda trouxe lembranças de um passado obscuro da Marvel.

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Passado esse representado bem pelo famigerado helicóptero de Thanos, que surgiu em uma antiga HQ do vilão na época em que era possível usar e abusar da criatividade para manter os personagens em voga. Junto a ele é possível também ver o Throg, versão sapo de Thor, o Deus do Trovão. Xodó de muitos fãs, o personagem nos anos 2000 seria uma afronta ao cinema realista e pé no chão que a audiência clamava - hoje ele é motivo de comemoração. Junte a isso a aparição do Tribunal Vivo, uma Torre da empresa de Kang e um Presidente Loki e tenha nas mãos a liberdade criativa, dentro do Universo Marvel, que era impensável há uma década.

Muito mais do que exemplo sublime de narrativa da Marvel, a série de Loki mostra como as amarras dentro do estúdio começaram a se soltar e a guiar o que o público deve ou não aceitar. Com o mergulho no streaming agora é possível testar e sentir o que responde melhor, o que a internet abraçará e, principalmente, o que pode atingir uma nova audiência sem gastar os milhões que uma distribuição no cinema pede. O Disney Plus cada vez mais parece o laboratório de experiências do Marvel Studios. Que continue sendo assim.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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