Babu Santana celebra representatividade em “Os Suburbanos": "A periferia está na moda"

Babu Santana e Rodrigo Sant'anna no filme
Babu Santana e Rodrigo Sant'anna no filme "Os Suburbanos". (Foto: Divulgação/Downtown Filmes)

Os Suburbanos” entrou em cartaz nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6) apostando no humor para retratar o dia a dia dos brasileiros que vivem na periferia e sonham com uma vida melhor. Para Babu Santana, que retorna às telonas como Wellington, a história chega “representando o nosso povo de forma humorada”.

"A periferia tá na moda, eu não tenho dúvida disso", disse o ator em entrevista ao Yahoo. "Nunca deveria ter outro lugar que não fosse esse de destaque meu amigo, porque é muito humano e muito divertido", acrescentou o diretor Luciano Sabino.

Situado anos antes da série do Multishow, "Os Suburbanos" gira em torno de Jefinho (Rodrigo Sant’anna), que sonha em se tornar um cantor de sucesso e muito rico. Ele aproveita seu emprego em uma mansão para tentar apresentar sua canção para o chefe, que é um empresário renomado, mas se mete em tantas confusões que quase destrói o próprio sonho.

Babu conta que o humor de "Os Suburbanos" é arriscado, mas já é conhecido pelo público por conta das seis temporadas da série. De acordo com o artista, o grande triunfo da história é retratar a periferia com humor: "Nós viemos da periferia e é uma alegria poder estar representando o nosso povo de forma humorada. Você não está ali retratando o drama da periferia, pelo contrário, você está rindo dos problemas".

Sabino descreve o filme como “uma grande celebração à vida, ao humor e à diversão” por chegar aos cinemas após a pandemia: “É muito humano e todo o humor ele vem exatamente desse amor que esses personagens têm entre eles”.

Como retratar as minorias com bom humor e sem cair no estereótipo?

Rodrigo Sant’anna, que interpreta o protagonista Jefinho, defende que levar as minorias para as telonas é dar protagonismo para uma parte da sociedade deixada de lado. "O subúrbio sempre é difícil. Eu vim do subúrbio e sei o quanto é difícil a precariedade na infraestrutura, o quanto o ônibus demora e o esgoto que passa a céu aberto fica anos assim aberto. Ninguém olha pro subúrbio. Trazer o subúrbio e falar 'olha quem está na telona'”, explicou.

O humorista afirma que Jefinho representa vários homens que já viu ao longo de sua existência em comunidade no subúrbio, reproduzindo muitos discursos machistas e homofóbicos que cresceu ouvindo. "Jefinho me dá a possibilidade de fazer o errado e eu mesmo corrigir para passar a mensagem certa. O filme para mim representa isso também, uma maneira de 'educar' através do humor um comportamento que já não cabe mais."