'Babilônia', uma ode de Damien Chazelle à Hollywood hedonista de um século atrás

O diretor de "La La Land" (2016), Damien Chazelle, apresentou nesta segunda-feira (12) no festival de cinema de Toronto pela primeira vez "Babilônia", sua muito aguardada ode à Hollywood da década de 1920, movida por drogas e excessos hedonistas.

Protagonizado por Brad Pitt, Olivia Wilde e Margot Robbie, o filme mergulha no lado obscuro do mundo das estrelas. No trailer, personagens inspirados nos grandes nomes do cinema mudo participam de festas extravagantes repletas de cocaína, dançarinas nuas e elefantes.

"A ideia era capturar o espírito daquela época, que eu diria que é ainda muito mais selvagem que nossas noções dos 'loucos anos 20'", disse Chazelle ao público.

O longa, que estreia em dezembro, já é vista pelo estúdio Paramount como outra mina de prêmios de Chazelle, que dirigiu o vencedor do Oscar "Whiplash" (2014) e depois, com "La La Land", se tornou o mais jovem a ganhar o prêmio de melhor diretor da Academia.

"Babilônia" contará como a chegada dos filmes falados e as mudanças sociais e tecnológicas transformaram Los Angeles, uma cidade que havia acabado de surgir no meio do deserto californiano.

"Era preciso ser um certo tipo de louco. É meio que uma visão maníaca, maluca, sonho americano, de 'vamos fazer aparecer coisas do nada'", afirmou o cineasta.

"Eu queria capturar os altos mais altos e os baixos mais baixos (...) A humanidade em toda sua glória e toda sua animalidade e depravação", acrescentou.

O filme estreará no dia de Natal em um número limitado de salas, a tempo de ser elegível para o Oscar, e depois terá um lançamento mais amplo.

"Babilônia" está entre uma série de filmes que celebram o próprio cinema exibidos este ano no Toronto International Film Festival (TIFF). Outros exemplos são "The Fabelmans", de Steven Spielberg, e "Empire of Light", de Sam Mendes.

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