Avril Lavigne emociona fãs em SP com principais hits; o que esperar no Rock in Rio?

Show de Avril Lavigne no Espaço Unimed, em São Paulo, dia 7 de setembro de 2022 (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)
Show de Avril Lavigne no Espaço Unimed, em São Paulo, dia 7 de setembro de 2022 (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)

Avril Lavigne mostrou a que veio na primeira apresentação brasileira da turnê Love Sux, na noite de quarta-feira (7), no Espaço Unimed, em São Paulo. Agora, a expectativa é de que ela repita o feito na noite desta sexta (9), quando se apresenta no Palco Sunset do Rock in Rio 2022.

De volta ao país depois de 8 anos, a cantora empolgou o público em São Paulo com um show cheio de hits. A abertura do evento ficou por conta da cantora Day Limns, que teve a missão de esquentar os fãs ansiosos para rever a artista canadense.

O relógio marcava quase 10 da noite quando os primeiros acordes de "Cannonball", música do último álbum Love Sux, tomaram conta do espaço. Animada pela energia dos gritos histéricos dos fãs, Avril surgiu no palco com meia hora de atraso, vestida com um moletom laranja combinando com um look todo preto. Com seus 1,58 metro de altura, a cantora de 37 anos dominou o espaço como uma gigante. “Bite Me”, seu single mais recente, foi a segunda música do setlist e fez todo mundo cantar alto, sendo seguida por “What The Hell”, do álbum Goodbye Lullaby, de 2011. Na platéia, balões gigantes nas cores laranja e preto eram jogados de um lado para o outro.

Pela quarta vez se apresentando em São Paulo, Avril parecia estar se sentindo em casa. Tanto que, durante parte da apresentação, ela não fez tanta questão de manter a empolgação lá em cima. Dona do palco, a cantora fez o que quis: andou, cantou parada, fez cara de tédio ao performar "My Happy Ending" e até perdeu o microfone, que deixou perto do baterista, em um momento do show, e começou a música atrasada. "Obrigada por apoiarem minha música aqui. Por todos os anos e todos os álbuns", disse, durante a interação com o público.

Só hits

Avril não deixou de cantar suas músicas mais icônicas, dando aquele gostinho de nostalgia nos fãs com "Complicated", "Sk8er Boi" e “I’m With You”. Comemorando 20 anos do lançamento de Let Go, seu álbum de estreia, era visível que alguns mais fãs +30 anos estavam lá apenas para relembrar os tempos de adolescência. Muitos não cantavam os hits novos, assim como os mais jovens não conheciam algumas letras icônicas dos primeiros álbuns. Avril fez a plateia se emocionar com a performance de “Head Above Water”, na qual ela narra sua experiência de quase morte após ter contraído a doença de Lyme, em 2013.

Show de Avril Lavigne no Espaço Unimed, em São Paulo, dia 7 de setembro de 2022 (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)
Show de Avril Lavigne no Espaço Unimed, em São Paulo, dia 7 de setembro de 2022 (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)

Pedido especial

Um pouco antes do show, Avril fez uma enquete nas redes sociais para incluir uma nova música no setlist, especialmente para os fãs de São Paulo. A canção escolhida foi “Avalanche”, de seu último disco. Pouco habituada a performar essa música ao vivo, a cantora errou no começo da letra e caiu na gargalhada, fazendo a alegria de quem a assistia. Mas o setlist original do show sofreu mudanças por causa da inclusão da música e hits como "Here's to never growing up” e “Love Sux" não foram apresentados.

30+

O público era composto basicamente por jovens adultos na casa dos 30 anos. A médica Rayanne Tojal saiu de Fortaleza para curtir o show da cantora. “As letras dela me acompanharam na adolescência e fizeram toda a diferença na minha vida”, contou ela, que estava ansiosa para escutar “Losing Grip”, do álbum “Let Go”, de 2002.

Erick Morais, de 18 anos, não era nascido quando a cantora estourou com “Complicated”, em 2002, mas aprendeu a gostar das músicas escutando nas rádios e virou fã. “Fui crescendo, ela começou a evoluir na carreira, passei a segui-la nas redes sociais e me identifico muito com ela”, explicou.

Já a fã Carol Salles viveu momentos de tensão por não conseguir o ingresso, que esgotou em 30 minutos quando foi disponibilizado para venda. “Sou fã desde que ela estreou em 2002, não tinha conseguido comprar o ingresso, estava tendo uma depressão por conta disso, mas consegui de última hora”, contou ela, enquanto visitava a lojinha com camisetas e bonés montada na entrada do show. Sem ingressos disponíveis na bilheteria, fãs chegaram a desembolsar até R$1500 pela entrada na mão dos cambistas na porta do show.