“As autoridades não conseguem tirar os cadáveres”: jornalista relata situação de Guayaquil, no Equador

Caixão de morto vítima do coronavírus está enrolado em plástico em Guayaquil, no Equador. Cidade tem mais de 1300 casos (Foto: AP Photo/Andrea Aguilar)

Nesta quinta-feira, o Equador está em os temas mais falados no Brasil e em todo mundo. Isso se deve ao fato de que o país não está conseguindo lidar com o número de casos confirmados de coronavírus e de vítimas do COVID-19.

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 As imagens que mais impressionam são da cidade de Guayaquil, de corpos no chão da cidade, de pessoas que contraíram o vírus, morreram e não podem ser enterradas. O jornalista equatoriano Carlos Bailón vive na cidade e confirma que a situação é crítica.

“Há muitos infectados e mortos em Guayaquil, tantos que as autoridades não conseguem retirar os cadáveres. Alguns ficam dias com os corpos em casa, outros estão deixando nas ruas”, relata. Esse tipo de caso é visto no centro da cidade e em bairros mais pobres, mas Bailón só viu por vídeos, já que não sai de casa há três semanas.

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O jornalista explica que há um toque de recolher entre 14h e 5h, no entanto, no horário permitido, a população está na rua. Até a última quarta-feira, a cidade contabilizava mais de 2200 casos. “É a cidade onde mais há casos, porque as pessoas não estão conscientes. As forças armadas estão nas ruas e mandam as pessoas voltarem para casa”, relata.

Há ainda dificuldade de cremar todos os corpos dado o alto número de mortes. São 120 vítimas fatais.

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Bailón tem dois amigos com suspeita da doença, mas ainda sem o diagnóstico confirmado. De acordo com o jornal equatoriano El Universo, a cada 100 testes, 54 são positivos. Em todo país são 3163 casos confirmados.

Especula-se que na sexta-feira o governo determinará o fechamento de todos os estabelecimentos, com exceção de hospitais. Ninguém poderá sair de casa.

Ele lamenta que essa seja a imagem que o Equador tem no mundo no momento.