Aumento de casos de covid e de demanda de oxigênio no interior podem provocar novo colapso no AM

Redação Notícias
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Health workers assist a COVID-19 patient at the Gilberto Novaes Municipal Hospital in Manaus, Brazil on June 8, 2020. - The hospital has a new wing dedicated exclusively to give medical attention to indigenous patients infected with COVID-19. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Health workers assist a COVID-19 patient at the Gilberto Novaes Municipal Hospital in Manaus, Brazil on June 8, 2020. - The hospital has a new wing dedicated exclusively to give medical attention to indigenous patients infected with COVID-19. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)

O governo do Amazonas teme um novo colapso no sistema de saúde e mortes por falta de oxigênio, desta vez nos municípios do interior do estado.

O secretário de Saúde do estado, Marcellus Campêlo, revelou o crescimento diário do consumo de oxigênio no interior, em reunião virtual na manhã desta quinta-feira (28), na Câmara dos Deputados.

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O aumento no número de casos de covid-19 no Amazonas causou um colapso nas redes pública e privada de saúde de Manaus, único município do estado que tem leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). As internações e os enterros bateram recordes, e os pacientes precisaram ser transferidos para outros estados.

No momento, a falta de oxigênio foi resolvida com a chega de cilindros emergenciais ao estado.

“Temos uma estimativa de que vamos precisar de mais oxigênio, porque no interior do Amazonas está crescendo a pandemia e o vírus está se espalhando de novo para o interior do Amazonas”, afirmou Campêlo.

“Há uma preocupação grande porque a logística de oxigênio para o interior é mais complicada”, acrescentou o secretário.

Ele explicou que, além das remoções de pacientes para outros estados, o governo estadual trabalha com medidas alternativas, como a instalação de mini-usinas de oxigênio para suprir a rede de saúde do Amazonas.

Campêlo informou que aproximadamente 580 pacientes estão na fila, aguardando leitos no estado, e outros 100, em situação mais grave, aguardam vagas em UTIs.

Atualmente a demanda diária por oxigênio no estado gira em torno de 80 mil metros cúbicos.

Segundo o assessor especial do Ministério da Saúde, Ridauto Lúcio Fernandes, a demanda de oxigênio no Amazonas nas próximas semanas deve se elevar para 135 mil metros cúbicos.