Atriz de "The Office" se desculpa por participar de baile racista

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THE OFFICE --
Ellie Kemper sorri como Erin no episódio "Livin' The Dream", da nona temporada de The Office (Photo by: Danny Feld/NBCU Photo Bank/NBCUniversal via Getty Images via Getty Images)

Resumo da notícia:

  • Ellie Kemper, a Erin de The Office, foi às redes sociais se desculpar por ter participado de um concurso de beleza racista em 1999

  • Mesmo tendo 19 anos na época, a atriz se responsabilizou por ter frequentado o evento

  • "Quero me desculpar com as pessoas que desapontei, prometo que vou ouvir e continuar me educando", escreveu ela

Ellie Kemper, conhecida do público principalmente pela personagem Erin da série "The Office", foi às redes sociais pedir desculpas pela participação num concurso de beleza com histórico racista no estado do Missouri, nos Estados Unidos, em 1999. Na época, ela tinha 19 anos.

"A organização centenária que sediou o baile de debutantes tinha um passado inquestionavelmente racista, machista e elitista. Eu não estava ciente da história na época, mas ignorância não é desculpa. Eu tinha idade suficiente para ter me educado antes de participar", escreveu ela no Instagram.

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O concurso de beleza em questão, o Veiled Prophet Ball ("Baile do Profeta Velado", em tradução livre), é realizado em um clube que proibia membros negros e judeus até 1979. Criada em 1877, a festa teve como fundador Charles Slayback, magnata aliado aos Confederados escravistas.

Nos primeiros anos, a agremiação promoveu diversas festas com convidados vestidos com robes e capuzes brancos - muito semelhantes aos usados Ku Klux Klan, grupo supremacista branco. Com o tempo, a organização tentou se afastar das acusações racistas, mudando até o seu nome para Feira Saint Louis.

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Kemper foi eleita "rainha do amor e da beleza" na Feira. Nas imagens que circularam na internet nos últimos dias, a artista, hoje aos 41 anos, aparece sorrindo após receber o prêmio. Também conhecida pela série de humor ‘Unbreakable Kimmy Schmidt’, a atriz aproveitou o post para prometer seguir se educando sobre os seus privilégios como mulher branca.

“Eu lamento, denuncio e rejeito a supremacia branca. Ao mesmo tempo, reconheço que, por causa da minha raça e do meu privilégio, sou beneficiária de um sistema que tem justiça desigual e recompensas desiguais. Quero me desculpar com as pessoas que desapontei, prometo que vou ouvir e continuar me educando”, escreveu ela.

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