Atriz de "Matilda" lamenta em artigo ter sido sexualizada na infância

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
Mara Wilson: como
Mara Wilson: como "Matilda" e hoje, aos 33 anos (reprodução)

Após relembrar traumas familiares na infância em entrevista (e exaltar a bonita relação que tinha com Danny de Vito), Mara Wilson voltou a tocar em incômodos do passado como atriz mirim em artigo publicado pelo New York Times. Segundo a intérprete de "Matilda" (1996), hoje aos 33 anos, Hollywood sexualiza as crianças - e ela não escapou do problema.

“Eu vi muitas atrizes e cantoras adolescentes incorporando sua sexualidade como um rito de passagem, aparecendo em capas de revistas masculinas ou em clipes sensuais. Eu decidi que isso jamais aconteceria comigo. Mesmo assim, eu acabei sendo sexualizada e odiava isso”, escreveu.

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“Eu trabalhei principalmente em filmes de família. Eu nunca apareci em nada mais revelador do que um vestido abaixo do joelho. Foi tudo deliberado: os meus pais acreditavam que eu ficaria mais segura assim. Mas não funcionou. Era fofo quando crianças de 10 anos me enviavam cartas dizendo que me amavam. Não era quando homens de 50 anos faziam o mesmo”, lamentou.

A atriz salientou que trabalhou em ambientes seguros, como os dos filmes ‘Uma Babá Quase Perfeita’ (1993) e ‘Milagre na Rua 34’ (1994), e nunca sofreu assédio. O problema vinha do mundo externo. “Antes mesmo que eu completasse 12 anos já havia fotos minhas em sites de pessoas com fetiche em pés e montagens em sites de pornografia infantil. E todas as vezes eu me senti envergonhada", lembrou.

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"Hollywood resolveu incorporar o assédio à indústria, mas eu nunca fui assediada sexualmente no set de um filme. Os assédios que sofri sempre vieram da mídia e do público”, completou a atriz. No texto, ela compara a sua trajetória com a de Britney Spears. “Muitos momentos da vida da Srta. Spears são familiares para mim. Nós duas acabamos virando bonecas, tivemos amigos e namorados compartilhando os nossos segredos e vimos homens crescidos comentando os nossos corpos”, analisou.

"A minha vida foi mais fácil não porque eu nunca tive uma fama digna dos tablóides, mas porque, ao contrário da Srta. Spears, eu sempre tive apoio da minha família. Eu sabia que tinha dinheiro guardado para mim e que pertencia a mim. Se eu precisasse fugir do mundo, eu desaparecia - segura em casa ou na escola”, explicou.

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