Atriz de 'Buffy' diz que Joss Whedon era abusivo nas gravações

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Charisma Carpenter, 50, resolveu se abrir a respeito da relação profissional com Joss Whedon, 56, com quem trabalhou nas séries "Buffy, A Caça-Vampiros" (1997-2003) e "Angel" (1999-2004). Desde o ano passado, o roteirista e diretor vem enfrentando acusações de abuso durante as gravações do filme Liga da Justiça (2017). Carpenter disse que se sentiu instigada a fazer isso após ouvir as alegações de Ray Fisher, 33, que tornou público que Joss Whedon e os produtores Geoff Johns e Jon Berg agiram de forma inadequada no set. Na época, ele disse que o tratamento com o elenco e a equipe era "grosseiro, abusivo, não-profissional e completamente inaceitável". Em comunicado divulgado no dia 11 de dezembro, a WarnerMedia disse que havia concluído a investigação sobre o ocorrido. "A investigação da WarnerMedia sobre o filme 'Liga da Justiça' foi concluída e medidas corretivas foram tomadas", dizia o texto. Não foram divulgados mais detalhes. Carpenter confirmou que o comportamento de Whedon era hostil e abusivo no set. Ela diz que as situações vividas com ele "desencadearam uma condição física crônica da qual ainda sofro". A atriz também conta que foi chamada de "gorda" por ele na frente de colegas durante uma gravação. Na época, ela estava com 57 kg e grávida de 4 meses. Ao anunciar a gravidez para o diretor, ela diz que Whedon perguntou se ela "iria mantê-lo". Depois disso, ela disse ter se sentido "impotente e sozinha", mas "engoliu os maus-tratos e continuou" porque não tinha outra opção. Ela diz que essa situação acabou sugando a alegria dela de ser mãe. "Joss era o vampiro", afirmou. A partir desse episódio, ela diz que o criador da série passou a persegui-la, tendo "atacado meu personagem, zombado de minhas crenças religiosas, me acusado de sabotar o programa e, em seguida, me despedido sem cerimônia na temporada seguinte à qual dei à luz." Carpenter revelou que foi ouvida na investigação a respeito do comportamento de Whedon. "Me incomoda e entristece que, em 2021, os profissionais ainda tenham que escolher entre a denúncia de irregularidades no local de trabalho e a segurança no emprego", afirmou. "Como mãe solteira cujo sustento da família depende do meu ofício, estou com medo", disse. "Apesar do meu medo sobre o impacto no meu futuro, não posso mais ficar em silêncio. Isso está atrasado e é necessário. Está na hora."