Ator Raymundo de Souza volta às novelas após 65 cirurgias

Giselle de Almeida
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O ator Raymundo de Souza. Foto: reprodução/Instagram/raymundodesouza
O ator Raymundo de Souza. Foto: reprodução/Instagram/raymundodesouza

O ator Raymundo de Souza, de 68 anos, ficou tocado com o cuidado dos colegas na volta ao trabalho após um longo período afastado do ofício. O veterano, que retomou as atividades na novela "Gênesis", da RecordTV e em breve estará no ar na nova trama das 18h da TV Globo, "Nos Tempos do Imperador", passou por nada menos que 65 cirurgias após sofrer um acidente de moto.

"Eu só tenho essa profissão na minha vida, desde 1978. Nunca fiquei tanto tempo afastado daquilo que amo fazer: representar. Ainda estou com pinos nas pernas, mas foi muito emocionante ver como as pessoas me receberam, ver os cuidados dos colegas, da produção...", contou, em entrevista à coluna de Patrícia Kogut. 

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O intérprete, que já atuou em produções como "Cabocla" e "Da Cor do Pecado", precisou de cuidados médicos desde o acidente, em abril de 2018. Ele quebrou a perna e teve complicações.

"Cheguei ao hospital numa terça e marcaram de me operar no sábado. Não era para ter acontecido desta maneira, e a minha perna necrosou, tive uma infecção hospitalar no osso. Tiveram que tirar 80% da minha pele entre o tornozelo e o joelho. Adiante, tive que passar por procedimentos para colocar pinos, depois cirurgias para colocar enxertos... Ao todo, já foram 65 cirurgias. Fiz a última há 15 dias", disse.

Raymundo lembra, que antes mesmo do início da pandemia, ele já não podia sair. 

"Fiquei oito meses num hospital sem ver a luz do sol. Os médicos dizem que as pessoas, por muito menos, deprimem-se. Coisa pior podia ter acontecido: na infecção, por exemplo, a bactéria podia ter ido para o sangue. E não aconteceu. Eu me sinto um vencedor por ter conseguido passar por isso", afirmou. 

Além de traumas por causa de tantos procedimentos, o ator também enfrenta algumas sequelas - hoje, ele tem a perna direita menor do que a esquerda em três centímetros.

"Tive momentos de profunda tristeza e, se eu não tivesse cuidado disso, teria entrado em parafuso. Me ajudou muito ter recebido o apoio da minha mulher (a executiva Fabrícia Oliveira) e dos meus amigos. Também fiz meditação. A gente se apegar às coisas positivas colabora. Tenho orgulho da minha trajetória", afirmou.