PF investiga participação de youtubers em ato pró-intervenção militar

A Polícia Federal vai incluir youtubers na investigação sobre quem está por trás de atos em defesa da intervenção militar e de um novo AI-5 (ato que endureceu a ditadura em 1968)(AP Photo/Eraldo Peres)

Por Paulo Pacheco

A Polícia Federal vai incluir youtubers na investigação sobre quem está por trás de atos em defesa da intervenção militar e de um novo AI-5 (ato que endureceu a ditadura em 1968). O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que participou da manifestação, não será investigado como organizador.

A PF, informou o jornal "Folha de S.Paulo", vai rastrear endereços eletrônicos para identificar responsáveis por convocar os atos antidemocráticos, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e autorizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Leia também

Os deputados Daniel da Silveira (PSL-RJ) e Cabo Junio Amaral (PSL-MG) foram citados no pedido para instaurar a investigação, porém youtubers bolsonaristas também chamaram público para atos que desrespeitam a Constituição e a Lei de Segurança Nacional.

Guru da ala ideológica do governo, Olavo de Carvalho compartilhou no Facebook, no dia em que Bolsonaro foi ao ato pró-golpe, um vídeo do canal de Youtube Direita TV News, de Marcelo Frazão.

No vídeo compartilhado no dia 19, Frazão estimula as pessoas a fazerem faixas e irem às ruas para pedir intervenção das Forças Armadas com Bolsonaro no poder. "Cadeira elétrica, pena de morte, injeção letal para criminosos comunistas no Brasil", sugere no vídeo publicado por Olavo.

Financiar e propagar ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado democrático de Direito são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Já a Lei de Segurança Nacional veda publicitar propagandas de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social. Somadas, as penas podem chegar a 24 anos de prisão.

Siga o Yahoo Notícias no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.