Ativistas se colam em pinturas de Goya em protesto climático na Espanha

MADRID (Reuters) - Ativistas climáticos se colaram nas molduras de duas pinturas famosas do mestre espanhol Francisco de Goya no museu Prado, em Madri, neste sábado, no último de uma série de protestos visando obras de arte na Europa.

Um homem e uma mulher se prenderam à “Maja Vestida” e à “Maja Nua” de Goya e pintaram “+ 1.5 C” na parede, entre os dois trabalhos, segundo as imagens.

O grupo Futuro Vegetal disse que seus membros realizaram o protesto.

“Semana passada, a ONU reconheceu a impossibilidade de nos manter abaixo do limite de 1.5 graus celsius (concordado no acordo climático de Paris em 2016). Precisamos de mudança, agora”, escreveu no Twitter.

Grupos de ativistas climáticos realizaram uma série de protestos similares nas últimas semanas, no aquecimento para a COP 27, conferência climática que será realizada no Egito na próxima semana.

Manifestantes tentaram se colocar ao vidro cobrindo “A Moça com Brinco de Pérola” de Vermeer, em Haia, e outros atiraram sopa no “O Semeador”, de Van Gogh, em Roma, e em um dos seus Girassóis em Londres. Essas duas obras também estavam cobertas.

(Graham Keeley e Silvio Castellanos)