Ativista contra a gordofobia é vítima de fake news:'Inventaram que eu morri'

Lucas Pasin
·3 minuto de leitura
Caio Revela é ativista contra a gordofobia (Foto: Reprodução/Instagram @caiorevela)
Caio Revela é ativista contra a gordofobia (Foto: Reprodução/Instagram @caiorevela)

Caio Revela, influencer e ativista contra a gordofobia, acordou nesta quarta-feira (5) com uma enxurrada de mensagens. De um lado, amigos e familiares preocupados, e de outro pessoas espalhando a 'fake news' de que ele havia morrido após problemas de saúde. A falsa notícia da morte surgiu por meio de um grupo do Facebook e se espalhou pelo Twitter e Instagram.

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Ainda assustado, Caio usou seu perfil para desmentir a maldade, que veio como mais um ataque gordofóbico sofrido por ele. "Quero tranquilizar as pessoas. Está tudo bem. Espalharam fake news dizendo que eu tinha morrido. Inventaram que eu morri. Estou aqui, acabei de acordar e levar essa enxurrada. Estou respondendo meus familiares, minha mãe, meus amigos, está tudo bem. É só ódio ao corpo gordo mesmo, crueldade. Não entendo porque o meu trabalho, meu corpo, e porque pessoas gordas incomodam tanto", disse no storie do Instagram.

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Caio fez uma postagem mostrando algumas das falsas notícias compartilhadas que diziam que ele tinha falecido após uma internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O motivo da 'morte' era 'problemas de saúde devido à obesidade'.

"Mais do que nunca precisamos falar de saúde mental da pessoa que cria conteúdo de militância na internet. Não é fácil. Ninguém se acostuma com o ódio. É cruel", continuou o influencer no storie.

Medidas Judiciais:

Procurado pelo Yahoo, Caio disse que pretende estudar quais medidas irá tomar a partir deste ataque gordofóbico: “Estou conversando com as minhas advogadas e tomando as medidas para descobrir de onde surgiu essa fake news. Quero que isso tenha um fim. Não é possível sofrer ódio. Machuca a gente. Precisamos abrir espaços e falar sobre isso cada vez mais. Se dizem que 'gordofobia não existe'. Imagina se existisse, né?”

‘O Facebook precisa se posicionar’

O ativista também cobra um posicionamento do Facebook por permitir 'grupos de ódio': "É um esgoto de ódio. O Facebook precisa se posicionar. É um sentimento de impotência muito grande.[...] Muita gente que não me segue mandando ódio nas minhas fotos, afirmando que eu tinha morrido."

"Até quando o Facebook vai permitir grupos de ódio na plataforma? É um esgoto de ódio. O Facebook precisa se posicionar. É um sentimento de impotência muito grande. Muita gente que não me segue mandando ódio nas minhas fotos, afirmando que eu tinha morrido."