Astro do BTS corre risco de largar carreira para se alistar no Exército sul-coreano

Kim Seok-jin, ou simplesmente Jin, do grupo sul-coreano BTS, poderá ter de largar a carreira para se alistar no Exército do país, cumprindo a lei em vigor. Segundo a legislação, todos os homens fisicamente aptos são obrigados a servir nas Forças Armadas por um período de pouco menos de dois anos. Mas, diferentemente da lei brasileira —que exige o alistamento aos 18 anos—, os sul-coreanos devem cumprir isso entre os 18 e 28 anos.

Jin é o mais velho da banda

Jin, nascido em 1992, já está no limite. O integrante mais velho da banda, que deveria ter se alistado em dezembro último, solicitou a isenção e adiou seu alistamento até o final deste ano —considerando uma permissão concedida em dezembro de 2020.

Atualmente, a lei permite isenção ou o cumprimento de deveres alternativos para atletas e músicos clássicos premiados internacionalmente por recomendação do ministro da Cultura.

Nos últimos anos, políticos sul-coreanos propuseram um conjunto de projetos pedindo que as isenções pudessem atender uma gama maior de artistas, incluindo os do BTS, considerando que eles colocaram a Coreia do Sul no cenário global de música, além de terem ganhado prêmios como o American Music Awards e de somarem indicações ao Grammy. O projeto tramita na Assembleia Nacional do país.

Clima acirrado

Em paralelo, a vitória do conservador Yoon Suk-yeol nas eleições presidenciais deve acirrar o clima e o BTS pode ser mais cobrado pelas obrigações cívicas. A banda possui membros ainda nascidos entre 1993 e 1997, que devem ter mais tempo para considerar essa questão.

A Hybe, a agência por trás do BTS, pressiona os legisladores para que decidam rapidamente sobre a controvérsia, aproveitando que o atual presidente, Moon Jae-in, simpático à banda, só governa até o dia 10 de maio —isto é, a próxima terça-feira.

Em coletiva de imprensa durante o show da banda em Las Vegas, o diretor de comunicação da empresa, Lee Jin-hyeong, pediu uma ação rápida para a Assembleia. "Se for passado para o próximo [governo], essa discussão sem fim vai continuar, e a incerteza está pesando sobre nós. Espero que o assunto seja concluído prontamente", disse Lee.

Quanto à opinião popular, de acordo com uma pesquisa com 500 adultos sul-coreanos feita pela Realmeter e publicada pelo jornal The Korea Herald, 65,5% dos entrevistados concordam que os membros do BTS deveriam apenas realizar o serviço alternativo, enquanto 30,2% eram contra. O apoio é maior entre a faixa etária entre 20 e 50 anos.

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