Artista do tubarão empalhado embarca na onda milionária dos NFTs

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
O corpo de um tubarão dentro de um aquário.
"Fim de um Século", obra de Damien Hirst, exposta em Lodnres. (Foto: Mike Marsland/WireImage)
  • Damien Hirst é o mais recente artista a anunciar um projeto com NFTs.

  • Ele criará 10 mil obras ligadas à blockchain do Ethereum.

  • Hirst é conhecido por colocar animais mortos em aquários e expô-los em museus.

O artista britânico Damien Hirst, um dos mais famosos e ricos do mundo, com obras que chegam a ser vendidas aos milhões de dólares, é a mais recente personalidade a entrar na corrida do ouro dos NFTs – ou tokens não fungíveis.

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Hirst é mais conhecido por algumas de suas polêmicas obras – como a que ele exibiu uma carcaça de tubarão preservada em formol dentro de um aquário gigante.

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Outra de suas obras consiste em um crânio humano cravejado de diamantes.

Por esses exemplos, fica claro que a provocação esteve sempre no coração da obra de Hirst, que já abriu seus leilões para pagamento em bitcoin e ethereum anteriormente.

Agora, sua mais nova obra, chamada “Projeto da Moeda”, consistirá na criação de 10 mil obras ligadas a NFTs. Em um comunicado enviado à imprensa, ele disse que a ideia é questionar o valor da arte e do dinheiro. Mais detalhes sobre a natureza da obra ainda devem ser revelados. 

Para o projeto, Hirst usará uma nova tecnologia de acesso à blockchain do Ethereum, chamada Palm. 

NFTs

Os NFTs são uma espécie de “certificado de autenticidade” e de propriedade digital, que podem ser atribuídos a um determinado arquivo, seja ele um vídeo, uma imagem, ou clipe de música.

Esses certificados “existem” na blockchain, a mesma tecnologia que garante as autenticidades e controle dos bitcoins e outras criptomoedas.

Ou seja, esse sistema garante que um determinado arquivo seja único na rede, e não possa ser multiplicado indefinidamente, como geralmente ocorre em redes de troca de arquivo, por exemplo.

Isso confere um “status” a quem possui esse arquivo original, de forma semelhante ao que ocorre com obras de arte no mundo físico.

Quem possuir, por exemplo, um determinado arquivo de arte digital da cantora Grimes, esposa de Elon Musk, que tem usado a tecnologia dos NFTs, autenticado via tecnologia de NFT, será conhecido como único dono (ou um dos únicos, dependendo da quantidade de cópias autorizada pelo autor) daquele item na blockchain.

Complexo? Nem tanto. É só pensar como uma analogia para a lógica de propriedade, e de status, conferidas a quem negocia obras de arte no mundo físico. Por mais que possam existir cópias de pinturas de um determinado autor, o original sempre valerá (muito) mais.

Como garantir essa autenticidade no mundo digital? Usando tecnologia blockchain para fazer e controlar (em caso de transferência) o registro.

Até agora, Grimes já vendeu mais de R$ 34 milhões em artes digitais autenticadas com a tecnologia de NFT.

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