Arlete Salles sobre intolerância e sexo na terceira idade: “Só a psiquiatria explica”

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Arlete Salles posta foto em suas redes sociais

Longe da televisão desde 2018, quando interpretou Naná em ‘Segundo Sol’, Arlete Salles, 78, participou na última sexta-feira, 12, do programa ‘Conversa com Bial’. Durante a live com o jornalista, a atriz relembrou alguns momentos importantes em sua carreira, e falou também sobre o filme ‘Amigas de Sorte’ que por conta da pandemia estreou nas plataformas digitais.

Dividindo o protagonismo com outras duas colegas de profissão, Susana Vieira e Rosi Campos, o filme, com base no argumento de Fernanda Young e Alexandre Machado, é uma comédia sobre três amigas que sonham em ficar ricas jogando na loteria. “É uma comédia com qualidade que vai divertir as pessoas, tem conteúdo, tem beleza”, disse. Com personagem cômico, em uma das cenas exibida no programa durante a entrevista, Arlete falou sobre o tabu da sexualidade das mulheres mais maduras.

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“Só a psiquiatria explicaria essa intolerância, talvez porque o sexo só pode estar ligado a beleza física, e a pessoa com mais idade não é portador de tanta perfeição, de tanta beleza, será que é isso? Por que essa intolerância? Essa implicância com o idoso que pode sentir desejos, sonhos e se apaixonar? O Miguel (Falabella) soube muito bem trabalhar isso com a Copélia (Toma Lá Dá Cá), aquela louca, transgressora, loucamente sexuada assumidamente. Brincando, ele estava falando de coisas sérias”, disse. 

Morando no Rio de Janeiro desde 1964, a atriz relembrou o quanto foi difícil adaptar o sotaque nas novelas, pernambucana e com dileto forte, durante a entrevista com Bial, educada, mas visivelmente incomodada, Arlete respondeu o jornalista sobre o preconceito que sofreu quando chegou na cidade. “Não tínhamos os recursos que existem hoje, fonoaudiologia. Eu sofri muito bullying, todo mundo se divertia com o meu sotaque, no início eu achei engraçadinho, mas depois de um tempo foi ficando cansativo e doído”, respondeu ela, que ficou muito preocupada. “Comecei a prestar atenção na forma como as pessoas falavam, fiquei sozinha em casa treinando o jeito que os cariocas falavam”. 

Em outro momento, a artista contou como foi difícil quando teve sua vida exposta pela imprensa sobre o seu relacionamento com o ator Tony Tornado. “Eu completamente desesperada e até ingênua. O preconceito tem uma violência insuspeitada pra quem nunca viveu. Quando eu vi estava no meio daquele furacão, sendo achincalhada, ofendida e humilhada”, recordou. “Eu sofri muito”, completou a atriz que na época estava fazendo a novela ‘Selva de Pedra’ em 1986, e através do trabalho conseguiu se reerguer. 

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