Por conta da pandemia, argentino viaja 22 horas de carro para se apresentar ao CRB

Josué Seixas
·2 minuto de leitura
Diego Torres treinando com o CRB (Divulgação)
Diego Torres treinando com o CRB (Divulgação)

Para chegar a Alagoas, o meio-campista Diego Torres teve de inovar. Ele estava na cidade de Córdoba, na Argentina, e não podia pegar um avião para chegar ao Brasil, já que as fronteiras da Argentina estão fechadas até o dia 17 de julho como medida para retroceder o avanço da pandemia do novo coronavírus.

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Porém, com a iminente volta do futebol, Diego precisava se apresentar ao CRB. Solucionou as coisas com inteligência: pagou a um taxista para levá-lo de Córdoba ao Rio Grande do Sul. A viagem começou às 3h da manhã de domingo. Foram 22 horas de viagem de carro para que pudesse pegar um voo até Alagoas. O trajeto Córdoba ao Rio Grande do Sul soma 1.431 quilômetros e teve uma pausa no Uruguai.

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A saga tinha começado no mês passado, quando Diego acreditava que poderia conseguir um voo; com o avanço dos casos do coronavírus no Brasil, que já ultrapassa 66 mil mortes, entretanto, só foi possível contornar a situação nesta semana. Ele era o único jogador que ainda não havia se apresentado ao CRB, que voltou às atividades no dia 23 de junho.

Já no Aeroporto Zumbi dos Palmares, Diego vestiu a camisa do clube e fez os exames da covid-19, além de ter obedecido ao protocolo de segurança exigido pela Secretaria de Saúde do Estado.

Diego começou a treinar com o clube e fez sua estreia na última quarta (22), em jogo da Copa do Nordeste. Em vídeo publicado pelas redes sociais do CRB, Diego agradeceu pela oportunidade de estar com o grupo.

“É um prazer estar aqui com vocês. Agradeço ao CRB por estar me dando essa oportunidade. Como venho falando, já assisti a vídeos da torcida e espero trazer muitas alegrias a essa torcida. Podem contar comigo: vou deixar tudo o que tenho no campo de futebol”, disse.

Antes de chegar a Alagoas, Diego fazia todos os trabalhos por videoconferência com o preparador físico Tiago Melsert. Ele ficou mais conhecido no país pelas duas temporadas que defendeu a Chapecoense. Por lá, o meio-campista disputou 45 partidas e fez quatro gols.

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