Argentina espera vacinar 300 mil pessoas em dezembro com imunizante russo

O Globo
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RIO — O presidente da Argentina Alberto Fernández anunciou nesta quinta-feira (3) que vai assinar esta semana um acordo com a Rússia pela vacina contra a Covid-19 e especificou que o governo pretende "vacinar 300 mil pessoas antes do final do ano". A informação é do diário argentino La Nacion, que faz parte, como O GLOBO, do Grupo de Diários América (GDA).

— Seremos capazes de vacinar 300 mil pessoas até o final do ano, cinco milhões em janeiro e cinco milhões em fevereiro — disse o presidente, em diálogo com a Rádio El Uncover.

Fernández agradeceu ao governo de Vladimir Putin por fornecer à Argentina acesso à vacina Sputnik V contra a Covid-19.

— Este contrato está pronto para ser assinado. Estou muito feliz e grato ao governo da Rússia e ao Fundo Soberano porque eles foram absolutamente solidários conosco e nos deram a rapidez para ter a vacina de que precisávamos — disse o presidente, segundo o La Nacion.

De acordo com o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), o imunizante tem eficácia entre 94% a 95%. No Brasil, os governos do Paraná e da Bahia já selaram acordos com os russos para ensaios e aquisição de doses.

Ainda de acordo com o jornal argentino, a Pfizer pediu na quarta-feira (2) à Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat) que autorize a aplicação de sua vacina desenvolvida junto com a BioNTech na Argentina.

O presidente da Argentina também lembrou que a vacina da Oxford e AstraZeneca só estará disponível em março no país.

— Seguindo o exemplo europeu, é razoável pensar que uma segunda onda possa chegar na América Latina no outono. Que vantagem temos? Se tivermos a vacina, podemos minimizar os danos da segunda onda vacinando o máximo de pessoas possível durante o verão — ele explicou, segundo o La Nacion.

Fernández também destacou que, em primeiro lugar, o governo procurará vacinar os profissionais de saúde e segurança, professores e grupos de risco. O presidente da Argentina afirmou que esses grupos somam treze milhões de pessoas.