Árbitro do Grenal foi o melhor em campo. Dirigentes, técnicos e jogadores precisam desarmar os espíritos

Árbitro argentino Fernando Rapallini distribuiu vermelhos no Gre-Nal da Libertadores. Foto: Lucas Uebel/Getty Images

O Grenal é o clássico de maior rivalidade do Brasil. Com mais de 100 anos de disputa, a expectativa sempre é interessante quando o jogo acontece. Cobri inúmeros confrontos e nunca gostei da tese de que Grenal também precisa ser “brigado” dentro de campo. Óbvio que o termo não é literal, mas passou dos limites no duelo inédito pela Libertadores da América.

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O jogo era bom e bem disputado com chances de gols para os dois lados, até os 40 minutos do segundo tempo. Bastou uma discussão normal de Moisés e Pepê para tudo descambar em violência e confusão. Durante longos dez minutos, o mundo viu um bando de marmanjos se socando, agarrando, puxando os adversários e tentando agressões. Patético, vexatório e para ser esquecido.

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O árbitro argentino Fernando Rapallini assistiu tudo de longe e tomou as medidas corretas. Oitos expulsos, quatro de cada lado. Quem critica o apitador, queria o quê? Que ele ficasse no meio, tentando apartar e separar os brigões? Ora, isso não é papel do árbitro e nunca foi. Palmas para ele, o melhor em campo.

No resumo das declarações pós partida, a melhor foi a de Geromel, zagueiro do Grêmio e craque do jogo: “Como capitão do Grêmio, estou envergonhado”, disparou. Lúcido e sabedor de que o Grenal é mais um jogo e que não pode ser definido e observado pela violência.

Daqui nove dias, haverá mais um Grenal pelo Campeonato Gaúcho e depois tem mais três confirmados, pela Libertadores e Campeonato Brasileiro. Os espíritos precisam ser desarmados por jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores. Futebol Já!

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