Araçatuba, no interior de SP, amanhece sem aulas para varredura à procura de bombas

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ARAÇATUBA, SP, RIBEIRÃO PRETO, SP, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pelo segundo dia, Araçatuba (a 521 km de São Paulo) não terá aulas nesta terça-feira (31) após criminosos fortemente armados terem invadido a região central da cidade para explodir e roubar duas agências bancárias. Três pessoas morreram na ação e quatro estão internadas.

A decisão de suspender as aulas nas redes municipal e estadual foi tomada, de acordo com a prefeitura, para que as forças de segurança façam nova varredura no centro e em outros locais da cidade à procura de bombas. Já a subsecretaria de Articulação Regional da Secretaria de Estado da Educação informou que, devido aos ataques, além da rede pública as aulas e atividades também estão suspensas na rede privada da cidade paulista.

“O objetivo é que as forças policiais façam uma nova varredura no centro e em outros locais da cidade para garantir mais segurança no retorno às aulas. Pedimos a compreensão dos alunos, pais, professores e diretores, em nome da segurança de todos”, diz trecho de comunicado do governo Dilador Borges (PSDB).

A quadrilha que atacou os bancos no início da madrugada desta segunda-feira (30) em Araçatuba deixou explosivos espalhados em 20 pontos da cidade.

Parte dos explosivos estava em um caminhão abandonado em frente a um dos bancos atacados, de acordo com a polícia.

Toda a ação, de acordo com a Polícia Militar, foi monitorada por drones, desde a chegada ao perímetro urbano até a fuga pelo bairro rural Engenheiro Taveira.

Até o início da noite desta segunda, agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) ainda trabalhavam no desarme dos artefatos explosivos instalados em 20 pontos diferentes. Os explosivos localizados já foram desarmados.

"Recomendamos que todos se cuidem e, caso encontrem qualquer objeto suspeito, não toquem e liguem imediatamente para o 190", diz nota divulgada pela prefeitura.

Durante a fuga, os criminosos deixaram para trás munição e armas de grosso calibre, entre elas fuzis calibre .50 e 7.62 mm, além de “miguelitos” (artefatos de metal utilizados para furar pneus de veículos).

De acordo com a polícia, não se sabe até o momento o total de criminosos envolvidos na ação. Dois suspeitos foram capturados.

A ação da quadrilha resultou nas mortes do empresário Renato Bortolucci da Silva, 38, e o entregador Marcio Victor Possa da Silva, 34.

O empresário, segundo a polícia, foi atingido por tiros disparados pelos assaltantes ao tentar fazer imagens do ataque. Já Marcio cruzava a região central da cidade quando foi baleado.

Um criminoso também morreu. Seu corpo foi achado dentro de um dos carros usados pela quadrilha na fuga. Há, ainda, quatro pessoas internadas na Santa Casa de Araçatuba.

Um deles é um homem de 25 anos que sofreu amputações nos dois pés, depois de uma bomba caseira produzida pelos criminosos explodir.

A vítima confundiu o explosivo com um telefone celular, segundo a assessoria da Santa Casa. Ele, que não teve o nome revelado, passava de bicicleta por uma rua do centro quando viu o objeto na calçada e chegou perto, pensando ser um smartphone. Ao tocar, a bomba explodiu.

"O paciente passou por cirurgia das áreas atingidas pela amputação traumática (os dois pés e cortes profundos nas pontas de todos os dedos das mãos). Com a recuperação da cirurgia, não houve necessidade de amputação dos dedos. Já está consciente e relatou que pensou que o artefato era um celular", diz o hospital em nota.

O ciclista segue internado, sem previsão de alta.

A Secretaria de Saúde do município colocou atendimento psicológico à disposição da população.

Além das investigações do caso feitas pela Polícia Civil, a PF (Polícia Federal) também vai apurar o ataque, já que os dois bancos atacados (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) são ligados à União.

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