Aquecimento Oscar: relembre as participações brasileiras no prêmio

Cena de ‘Cidade de Deus’, indicado a 4 Oscars em 2004 (Imagem: divulgação Miramax)

O Oscar 2019 marca vinte anos desde que a última produção brasileira concorreu à estatueta de melhor filme estrangeiro, com ‘Central do Brasil’, de Walter Salles. Para aquela cerimônia, em 1999, o drama ainda rendeu uma indicação para Fernanda Montenegro na categoria de melhor atriz. Mas nenhum dos prêmios veio: o italiano ‘A Vida é Bela’ foi eleito entre os longas estrangeiros, e a atuação de Gwyneth Paltrow em ‘Shakespeare Apaixonado’ desbancou a veterana dama brasileira entre os votantes da Academia.

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O mais lembrado na memória de todos é ‘Central do Brasil’, que foi apenas o quarto filme brasileiro a conseguir uma vaga entre os indicados na categoria de filme estrangeiro. Antes deles, vieram ‘O Pagador de Promessas’ (1963), ‘O Quatrilho’ (1996) e ‘O que é Isso, Companheiro’ (1998). Curiosamente, ‘Cidade de Deus’, um dos maiores representantes do cinema nacional no mundo até hoje, não recebeu indicação para a categoria, mas entrou em outras quatro em 2004: melhor edição (Daniel Rezende), melhor fotografia (César Charlone), melhor roteiro adaptado (Bráulio Mantovani) e melhor direção (Fernando Meirelles).

Mas a participação brasileira na história do Oscar vai além destas ocasiões. A primeira vez que um artista nascido no país recebeu uma indicação foi em 1945, quando Ary Barroso foi indicado à categoria de melhor canção original pela música ‘Rio de Janeiro’, da trilha de ‘Brasil’, longa dirigido por Joseph Santley. Acabou perdendo para ‘Swinging on a Star’, do filme ‘O Bom Pastor’.

Recentemente, em 2012, Carlinhos Brown também concorreu na mesma categoria, por ‘Real in Rio’, da animação ‘Rio’ e chegou a se apresentar na cerimônia, mas não levou. A Academia preferiu ‘Man or Muppet’, tema de ‘Os Muppets’.

‘O Menino e o Mundo’, indicado à melhor animação em 2016 (Imagem: divulgação Filmes de Papel)

O cineasta argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco foi indicado a melhor diretor em 1986, por ‘O Beijo da Mulher-Aranha’. Carlos Saldanha teve sua animação ‘O Touro Ferdinando’ entre os concorrentes no ano passado, mesma categoria na qual Alê Abreu concorreu em 2016 com ‘O Menino e o Mundo’. ‘Uma História de Futebol’, de Paulo Machline, foi nomeado entre os melhores curta-metragens em 2001. Todos saíram da festa de mãos abanando.

Nas 90 edições do Oscar até aqui, ao menos uma vez uma pessoa nascida no Brasil levantou a estatueta. Foi com Luciana Arrighi, vencedora na categoria melhor direção de arte por ‘Retorno a Howards End’, em 1993, quando dividiu o prêmio com seu colega na função, Ian Whittaker. Ainda assim, há um porém: Arrighi é natural do Rio de Janeiro, mas saiu do país aos dois anos de idade. Ela tem cidadania da Austrália, onde construiu sua carreira.

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