Aprovação do governo Bolsonaro cai em 23 capitais durante eleição municipal

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the National Flag Day celebration at Planalto Palace in Brasilia, on November 19, 2020. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro caiu ao longo do período eleitoral (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

A aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro caiu em 23 das 26 capitais brasileiros entre os meses de outubro e novembro, ou seja, durante o período eleitoral.

O levantamento foi feito pelo jornal O Globo e analisou a primeira pesquisa Ibope durante a eleição municipal e a mais recente em cada cidade.

Os dados mostram que em 23 capitais o percentual de eleitores que avaliam o governo como “ótimo ou bom” caiu. Entre essas cidades, em 14 a queda foi maior do que a margem de erro, que varia de 3 a 4 pontos percentuais, dependendo o município. Em nenhuma capital do país a avaliação de Bolsonaro cresceu acima da margem de erro.

Já o percentual de eleitores que avaliam o governo como Bolsonaro “ruim e péssimo” cresceu acima da margem de erro em 12 capitais. Os levantamentos foram feitos depois da redução do auxílio emergencial, que era de R$ 600 e foi para R$ 300.

A capital com maior variação negativa foi João Pessoa. A avaliação de “ótimo ou bom” em relação ao governo caiu de 43% para 30% entre outubro em novembro. Em segundo lugar está Manaus, com queda de 54% para 42%.

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Nas eleições, foi possível notar a baixa influência do presidente da República. Entre os seis candidatos apoiados por Bolsonaro em capitais, 4 ficaram de fora do segundo turno, enquanto 2 ainda disputam o pleito.

Entre os que estão no segundo turno está Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro. Ele aparece atrás de Eduardo Paes (DEM) nas pesquisas. No Rio de Janeiro a aprovação do presidente ficou estável, com 34%.

A melhor avaliação do governo Bolsonaro entre as capitais foi Roraima, mas o índice caiu de 66% em outubro para 58% em novembro. Salvador é a capital em que a administração do presidente é pior avaliada, com 15%.