Após retaliar ataque no exato horário que Soleimani foi morto, Irã enterra general

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Poucos minutos depois de atacar duas bases militares dos Estados Unidos no Iraque e ameaçar os norte-americanos de ataques em seu próprio território, o Irã sepultou o corpo do general Qasem Soleimani. Os ataques aos alvos militares ocorreram exatamente no mesmo horário em que o militar foi morto na sexta — 1h20 da madrugada, no horário local.

O militar foi morto em ação dos EUA na última semana e teve como reação por parte do Irã o bombardeio nas duas bases. Segundo os iranianos, uma nova reação norte-americana colocaria em risco, além de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Israel, o próprio território dos EUA.

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O enterro de Soleimani aconteceu após início bastante conturbado. Mais cedo, um comboio foi atacado em ato que deixou dezenas de vítimas. A semana vem sendo marcada por uma escalada na tensão entre EUA e Irã.

Os ataques

Mais cedo, a rede estatal de TV iraniana informou que o Irã lançou "dezenas" de mísseis contra a base, de acordo com informações da agência Associated Press. Segundo o veículo, trata-se da operação de vingança de Teerã contra a morte do general Qassem Soleimani, morto na semana passada em um ataque aéreo americano no Iraque.

Um comunicado oficial da Guarda Revolucionária Iraniana afirma que: “Os corajosos soldados do IRGC unidos lançaram um ataque com dezenas de mísseis contra a base militar de Al Asad em nome do mártir general Qasem Soleimani”, em uma operação que teria sido denominada como “Mártir Soleimani”.

A Guarda Revolucionária ameaçou atacar aliados norte-americanos como Israel. "Estamos alertando todos os aliados dos americanos, que deram suas bases ao seu exército terrorista, de que qualquer território que seja ponto de partida de atos agressivos contra o Irã será alvo", declarou a Guarda Revolucionária do Irã por meio da Irna, a agência de notícias oficial iraniana.

O grupo também alertou os Estados Unidos para que retirem tropas da região para evitar a morte de mais soldados. A guarda afirmou também que, se os Estados Unidos retaliarem o ataque, iriam responder à ofensiva "dentro da América".