Após polêmica com Cinemark, filme pró-golpe de 1964 estreia nesta terça na internet

(Imagem: reprodução Brasil Paralelo)

Endossado publicamente por Eduardo Bolsonaro, que divulgou a obra no Twitter, e contando com depoimentos de figuras como o escritor Olavo de Carvalho e o jornalista William Wack, o documentário ‘1964 – O Brasil Entre Armas e Livros‘ quer “resgatar a verdade sobre o período mais deturpado da nossa história”. Trocando em miúdos, trata-se da versão de parte da direita sobre o golpe militar ocorrido há exatos 55 anos.

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O filme chega à internet na noite desta terça-feira, quando será disponiblizado no site Brasil Paralelo, que produziu a obra, realizada apenas com apoio privado. Antes mesmo da estreia oficial, ‘1964 – O Brasil Entre Armas e Livros’ causou polêmica durante o final de semana, quando sessões especiais de exibição ocorreram no domingo à noite em salas do Cinemark espalhadas por dez cidades do Brasil.

A sessão em Belo Horizonte, promovida pelo partido PSL como parte da “agenda comemorativa” dos 55 anos do golpe de 1964, quase não aconteceu, devido a protestos nas redes sociais. A hashtag #BoicoteCinemark virou um dos assuntos mais comentados no Twitter, o que fez com que a Rede Cinemark soltasse um comunicado oficial. Veja abaixo:

No blog Saída Pela Direita, da Folha de S. Paulo, o jornalista Fábio Zanini relata como foi a exibição na capital paulista, no Cinemark do Shopping Eldorado. De acordo com ele, “o que o filme traz de mais polêmico é estabelecer uma equivalência entre os dois lados: militares e a direita de um lado, opositores e a esquerda de outro”, escreveu em seu texto. “Sim, diz o filme, houve abusos do governo, mas que foram uma reação justificada à atividade terrorista de grupos armados.”