Após MP, apoio da Ferj e patrocínio "estatal", Flamengo agora pode ter tapetão no TJD

Gabigol com o troféu da Taça Guanabara. Se Fla vencer a Taça Rio nesta quarta, será o campeão carioca de 2020 (Alexandre Vidal/Flamengo)

Que o Flamengo tem o melhor elenco do Brasil, isso quase ninguém duvida desde o ano passado, com as conquistas do título nacional e da Libertadores. Mas, nas últimas semanas, o Rubro-Negro também tem mostrado que é, de longe, o clube mais poderoso quando o assunto é bastidor.

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E a mais nova demonstração de força foi o pedido de um procurador do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) do Rio para que o clube tenha direito a transmitir a final da Taça Rio, nesta quarta-feira, apesar de o mando do campo ser do Fluminense - o Tricolor decidiu exibir o jogo na FluTV e não concordou em ceder as imagens ao rival.

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A “virada de mesa” no tapetão seria um dos maiores absurdos dos últimos tempos, levando em consideração que a criação da lei em favor do mandante surgiu exatamente para beneficiar o Flamengo. Presidente do clube, Rodolfo Landim não esconde que fez tal pedido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, responsável por redigir a Medida Provisória tratando do tema.

E os sinais dos poderes rubro-negros nos bastidores vão além da concessão feita pelo presidente da República e o pedido estapafúrdio do procurador do TJD, que se chama André Valentim e já foi criticado por vários dirigentes de outros clubes por ser torcedor do Flamengo e defensor do clube do coração.

A Ferj, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, é mais um exemplo de como o Fla se tornou grande extracampo. A entidade comprou a briga do Rubro-Negro e acelerou a volta de todos os times aos treinos, apesar da pandemia do Coronavírus. Fez mais: bancou o retorno do Campeonato Carioca muito antes do que qualquer outro estadual, exatamente como pretendia Landim.

Para completar, o Flamengo também conseguiu recentemente o patrocínio do BRB, Banco Regional de Brasília, cujo acionista majoritário é o governo do Distrito Federal. Os valores do contrato são bem acima dos praticados no mercado: R$ 32 milhões fixos por temporada. A título de comparação, o BS2, antigo parceiro, bancava R$ 15 milhões.

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