Após fazer 12 milhões de testes pelo SUS, governo federal abandona meta de testagem

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Profissional de saude usa luvas azuis, mascara e touca. Em uma mao, segura um cotonete usado para fazer exame RT-PCR e, na outra, segura um tubo de ensaio
Teste RT-PCR é o mais recomendado pelas autoridades sanitárias para detectar casos de covid-19 (Foto: Getty Images)

O governo federal abandonou as metas de testagem da população durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Estadão, a ideia era fazer 24 milhões de testes RT-PCR até dezembro de 2020, mas foram realizados menos de 12 milhões de exames pelo Sistema Único de Saúde.

O Ministério da Saúde também deixou de comprar outros tipos de exames, como testes de antígeno, e insumos para os laboratórios.

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Nem mesmo o aumento dos casos de covid-19 no Brasil fez aumentar o número de testes feitos no SUS. De acordo com dados levantados pelo Estadão, nas últimas semanas, o número de exames RT-PCR feitos foi menos do que em outros momentos da pandemia.

Isso não quer dizer que haja falta de testes no país. O Ministério da Saúde tem, em um armazém, cerca de 3,7 milhões de exames, cujo prazo de validade vai do fim de abril até o começo de junho. Foi desse estoque que saíram os testes oferecidos ao Haiti e a hospitais brasileiros, recusados pela data de validade.

Quando Pazuello assumiu o cargo, em maio de 2020, a ideia do ministro era fazer 115 mil testes RT-PCR por dia. Em março de 2020, foram feitos 30 mil exames a cada dia. A testagem é importante para saber em que nível está a pandemia no país e controlar a crise sanitária.

Ao Estadão, o Ministério da Saúde afirmou que “não é possível afirmar o motivo de redução de demanda” de exames no SUS. “Pode-se aventar a possibilidade de que o município esteja utilizando outros tipos de metodologias laboratoriais para encerrar os casos, como teste rápido de antígeno, RT-LAMP e teste rápido de anticorpo, que não são realizados na Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública”.