Após encerrar 2019 a R$ 4, dólar volta a se aproximar dos R$ 4,20

Foto: Getty

A cotação do dólar chegou a ultrapassar os R$ 4,20 no pregão desta quinta-feira (16), mas perdeu força e fechou a R$ 4,19, alta de 0,21%, maior valor desde 4 de dezembro. Em 2020, a moeda americana acumula valorização de 4,15% depois de encerrar 2019, cotada a R$ 4,01. Nesta sexta-feira (17), o dólar abriu em queda.

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O dólar voltou a ganhar força com indicadores econômicos do Brasil piores que o esperado. Em novembro, indústria, comércio e serviços tiveram desempenhos aquém do estimado por economistas, que previam uma aceleração da economia brasileira no quarto trimestre.

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Na quarta-feira (15), dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicaram que as vendas no varejo brasileiro subiram 0,6% em novembro na comparação com o mês de outubro. O número frustrou as estimativas de economistas ouvidos pela Bloomberg, que projetavam crescimento de 1,1%. O dado negativo levou o dólar a fechar em alta de 1%.

Os indicadores de novembro reforçam a aposta de investidores de corte de 0,25 ponto percentual na Selic em fevereiro. Com a redução, a taxa básica de juros iria para 4,25% ao ano, nova mínima histórica, e deixaria o carry trade ainda menos vantajoso.

O carry trade é a prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros, pois o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país, no caso, os EUA, para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior, o Brasil. Com juros baixos no Brasil, essa operação deixa de ser vantajosa e estrangeiros retiram seus recursos, em dólar, do país, o que eleva a cotação da moeda.

Já o Ibovespa, principal índice acionário no país, fechou o dia em alta de 0,25%, a 116.704 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,311 bilhões. O avanço acompanhou os resultados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica, do Banco Central), que subiu 0,18% em novembro de 2019, ante o mês anterior.

Da Folhapress