Após criticar Trump, 'Uma Família da Pesada' irá parar de fazer piadas homofóbicas

(Imagem: reprodução Fox)

O último episódio da animação para adultos ‘Uma Família da Pesada’, exibida no final de semana nos Estados Unidos, teve o presidente Donald Trump como o alvo preferencial das piadas. Na trama, o protagonista Peter Griffin é contratado para trabalhar com Trump após se mostrar um habilidoso mentiroso. Porém, em dado momento os dois passam a discutir e até mesmo passam para o confronto físico.

Fazem parte do enredo temas como as fake news e o histórico de machismo e assédio do presidente. De acordo com os produtores do desenho, inspiração não faltou. “Ele é um cara engraçado para a gente olhar e ficar observando –se as atitudes dele não fossem tão assustadoras. Nós só tentamos extrair o máximo possível do lado divertido”, disse Alec Sulkin, showrunner da animação, ao site TVLine.

O episódio dividiu opiniões. Enquanto parte do público gargalhou com a paródia, outra não gostou dos ataques a Trump. A reação não incomodou Sulkin. “Nós distribuímos golpes para todos os lados. Já fizemos piada com os Clintons e com Barack Obama. Não vamos deixar de atacar porque votamos para esse ou aquele partido. Desde que ‘Uma Família da Pesada’ estreou, nós apontamos os idiotas e as coisas imbecis que eles fazem. Trump é o alvo atual, mas não seria diferente se um democrata fizesse algo idiota –o que eles também fazem.”

Na entrevista ao TVLine, Sulkin também comentou o fato de, numa das cenas, o personagem Peter Griffin falar para Trump que a série ira parar de fazer piadas homofóbicas: “Se você olhar para uma série de 2005 ou 2006 e colocar ao lado de uma de 2018 ou 2019, elas vão ter algumas diferenças. Algumas das coisas que nós nos sentíamos confortáveis de falar e brincar na época, agora entendemos que não são aceitáveis.”

Rich Appel, produtor de ‘Uma Família da Pesada’, completou: “Se uma série está há literalmente 20 anos no ar, a cultura muda. E não é que nós estamos pensado, ‘Eles não vão nos deixar dizer certas coisas’. Não, nós mudamos também. O clima é diferente, a cultura é diferente e nossas visões são diferentes.”