Apoiadores de Trump invadem Congresso e prédio é fechado; acompanhe

Redação Notícias
·4 minuto de leitura
WASHINGTON, DC - JANUARY 06: Supporters of President Donald Trump surround the U.S. Capitol following a rally on January 6, 2021 in Washington, DC. Trump supporters gathered in the nation's capital today to protest the ratification of President-elect Joe Biden's Electoral College victory over President Trump in the 2020 election. (Photo by Samuel Corum/Getty Images)
Manifestantes apoiadores de Trump no entorno do Capitólio. (Foto: Samuel Corum/Getty Images)

A sessão do Congresso dos Estados Unidos foi interrompida e o plenário totalmente evacuado após o prédio do Capitólio ser cercado e invadido por apoiadores do presidente Donald Trump, na tarde desta quarta-feira (6), em Washington.

Imagens mostram invasões de manifestantes em setores do prédio em uma tentativa de evitar que o Senado certifique a vitória de Joe Biden no Colégio Eleitoral para assumir a presidência dos EUA no dia 20 de janeiro.

Acompanhe os desdobramentos da invasão ao Capitólio:

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, decretou um toque de recolher que impede qualquer circulação de pessoas nas ruas da cidade a partir das 18h no horário local - 20h no horário de Brasília — até às 6h de quinta-feira (7).

Segundo informações da GloboNews, uma ala do Capitólio teve de ser evacuada por suspeita de bomba. Imagens registradas por jornalistas norte-americanos e correspondentes brasileiros mostram dezenas de pessoas inicialmente tentando invadir o prédio, e depois de fato nas salas interiores do Capitólio.

Até agora, há o registro de, ao menos duas detenções, além do uso de gás lacrimogêneo e confronto entre a polícia do Congresso e apoiadores de Trump.

WASHINGTON, DC - JANUARY 06: A protester holds a Trump flag inside the US Capitol Building near the Senate Chamber on January 06, 2021 in Washington, DC. Congress held a joint session today to ratify President-elect Joe Biden's 306-232 Electoral College win over President Donald Trump. A group of Republican senators said they would reject the Electoral College votes of several states unless Congress appointed a commission to audit the election results. (Photo by Win McNamee/Getty Images)
Manifestante segura uma bandeira de apoio a Trump em uma câmara já dentro do prédio do Senado americano. (Foto: Win McNamee/Getty Images)

Os senadores foram orientados a retornarem para seus escritórios, enquanto parte da imprensa e servidores estão sendo constantemente deslocados pelos corredores do Capitólio. A polícia do Congresso também orientou os senadores a colocarem suas máscaras de gás, que cada um possui em seu gabinete, como forma de prevenção.

Mike Pence, vice-presidente dos EUA e presidente do Congresso, que seria responsável por comandar a sessão que reconhecerá Biden como presidente eleito, foi retirado às pressas do prédio do Capitólio.

Leia também

APÓS COBRAR “MARCHA” ATÉ O CAPITÓRLIO, TRUMP PEDE PAZ A APOIADORES

Horas após inflamar seus seguidores, reunidos no Parque Elipse, ao lado da Casa Branca, em um discurso no qual voltou a questionar a legitimidade das eleições e cobrar uma marcha até o Congresso, Donald Trump postou um pedido para que seus apoiadores não entrem em confronto com a polícia do Capitólio.

Nas redes sociais, Trump também atacou a decisão de Pence de não impedir a certificação da vitória de Biden.

“A Constituição me impede de reivindicar autoridade para determinar quais votos eleitorais devem ser contados e quais não devem”, afirmou Pence em nota divulgada enquanto a sessão conjunta do Congresso começava a certificar os votos do Colégio Eleitoral.

A declaração foi divulgada depois que Trump pediu a Pence em um comício em Washington para se recusar a certificar os votos. Donald Trump criticou o vice logo após sua manifestação.

"Mike Pence não teve a coragem de fazer o que deveria ter sido feito para proteger nosso país e nossa Constituição", tuitou Trump. "Os EUA exigem a verdade!".

Do lado de fora do Capitólio, o confronto entre policiais foi violento.

No domingo, 3, foram vazadas conversas entre Donald Trump e Brad Raffensperger, principal autoridade eleitoral do estado da Georgia. No diálogo, Trump pediu a Raffensperger que “achasse” votos no estado para reverter o resultado eleitoral.

Mesmo sendo republicano, Raffensperger disse que foi pressionado por Trump e julgou como inapropriada a conversa que teve com o presidente.