Apoiador de Lula, Bruno Gagliasso critica artistas que ficam em cima do muro

Bruno Gagliasso falou sobre político em evento no RJ (Foto: Divulgação TV Globo)
Bruno Gagliasso falou sobre político em evento no RJ (Foto: Divulgação TV Globo)

Bruno Gagliasso fala abertamente sobre política em entrevistas e em suas redes sociais, e já revelou estar ao lado do candidato Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2022. Para o ator, é inadmissível não se posicionar politicamente em uma eleição como essa.

"Antes de ser ator, sou humano. Faz parte da existência humana se posicionar e, hoje, não se posicionar é escolher o lado do opressor. Somos seres políticos. Quando uma minoria é atacada, massacrada, e você vê isso e escolhe não se posicionar...", afirmou ele para o jornalista Zeca Camargo, em especial da "Folha de S. Paulo".

Além de Lula, Gagliasso declarou apoio para Wesley Teixeira (PSB-RJ) como deputado estadual no Rio de Janeiro. "É nossa obrigação. A arte está em perigo. Mas tudo passa, e a arte fica", explicou.

O ator também relembrou o ataque racista sofrido por seus filhos, Titi e Bless, que foram xingados por uma mulher na Costa de Caparica, litoral de Portugal. "A gente recebeu apoio de todo mundo. Racismo é crime e precisa ser punido, discutido, precisa de ação. Temos um papel fundamental nisso porque somos brancos. A gente começou essa p***, então a gente precisa combater, é o mínimo".

Caso de racismo

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso se manifestaram sobre as ofensas raciais sofridas por seus filhos Títi, de 9 anos, e Bless, 7, em Portugal. Na publicação feita em conjunto pelo casal, eles agradeceram o apoio recebido com a repercussão do caso.

"Aos amigos, seguidores, imprensa e a todos que nos mandaram mensagens, ligaram e nos apoiaram nesses dias... A gente vai ser o mais simples possível: nosso muito obrigado!", iniciou o comunicado, compartilhado no Instagram dos artistas nesta segunda-feira (1º).

"Estamos cuidando dos nossos filhos, nos cuidando e tomando todas as providências possíveis. Somos conscientes de todos os nossos privilégios e sabemos [sabemos mesmo] que apenas por sermos brancos tivemos tamanha comoção", continuou.

Na sequência, Giovanna e Bruno ressaltaram os próprios privilégios durante a denúncia. "Nós lutamos, nós choramos. E nós podemos gritar. Portanto, queremos, mais uma vez, lembrar que famílias pretas gritam todos os dias diante destes crimes e violências – verbais ou físicas. E muitas vezes famílias que se silenciam porque sabem que seu grito não é ouvido", disseram.

Bruno e Giovanna pediram respeito à família. "Agora estamos com nossos filhos do lado – com todo o amor que podemos dar a eles – para que que eles saiam fortes perante o que viram e ouviram. Pedimos respeito a este momento pois o que gente ouviu dói na alma, mais que um soco. E dói em nossos filhos e em muita gente que vive isso o tempo inteiro, em todo o mundo", afirmaram.

"Seguiremos, serenos, com amor. E caminharemos deste nosso lugar de privilégio nos comprometendo a seguir combatendo ativamente na luta antirracista pois, mais uma vez: racismo é crime", destacaram.