Aos 18, Mel Maia explica que pouco mudou com maioridade: "Só chegar tarde em casa"

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Mel Maia no nosso camarote no Rio de Janeiro (Rogeiro Fildago / AgNews)
Mel Maia no nosso camarote no Rio de Janeiro (Rogeiro Fildago / AgNews)

Emancipada desde os 16 anos, Mel Maia falou sobre a vida pós 18 e explicou que pouco mudou com a chegada da maioridade. A atriz explicou que ainda pede autorização dos pais para sair, mas que sempre teve uma família tranquila.

"Tudo aqui em casa é negociável, meus pais são muito tranquilos. Conversamos muito. Não acho que fez muita diferença eu ser maior de idade. Acho que só o fato de poder tirar carteira de motorista, digir e chegar tarde em casa de uma festa", afirmou, em entrevista à "Quem".

Conhecida do público por papeis como Rita em "Avenida Brasil", a atriz afirmou que sonha em interpretar uma vilã. "Eu gosto de contar histórias. O público vai perceber que eu cresci naturalmente. Sonho em interpretar um vilã. Daquelas que o público vai amar e odiar ao mesmo tempo. Como a Nazaré, de Senhora do Destino, a própria Carminha, de Avenida Brasil".

Objetificação

Mel Maia voltou a ser um dos assuntos mais comentados da internet na última semana. Em comemoração aos seus 18 anos, a atriz publicou uma série de fotos da sua festa de aniversário, que teve direito a looks ousados, bebidas, funk e muita curtição.

Acontece que, como é comum nas redes sociais, as imagens da atriz serviram, mais de uma vez, de motivação para os homens não só destilarem o seu tesão no feed como objetificarem ainda mais uma atriz que acabou de alcançar a maioridade.

Essa, claro, não é a primeira vez que isso acontece. Há três anos, quando ainda tinha 15, Mel já era alvo de comentários do tipo "gostosa" e "delícia" na internet - mais uma prova de que a mulher brasileira não tem um segundo de paz, não importa a idade.

A questão da objetificação

"De forma geral, ocorre uma maior objetificação da mulher porque ela, historicamente, ocupa este lugar de um corpo a ser consumido e de um corpo que representa, não apenas um corpo, mas um corpo de consumo", explica a psiquiatra Maria Francisca Mauro.

Ou seja, ao longo da história, o corpo feminino é visto como um objeto - e registros dessa visão de mundo datam da Idade Média, quando a sociedade capitalista tal qual a conhecemos hoje ainda estava em formação.

Soma-se a isso, segundo a psiquiatra, uma mudança de valores, em que um indivíduo é medido pela sua aparência. Aqui, independentemente de gênero, vemos uma supervalorização da aparência, de forma que tanto homens quanto mulheres são sexualizados e têm o seu valor atrelado ao seu corpo e ao que chamamos de beleza.

No entanto, fica bastante claro que essa balança, assim como tantas outras, é desigual, seja por questões de gênero, seja de raça. Homens negros são mais objetificados do que os brancos, e mulheres negras são mais sexualizadas do que as brancas.

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