Anvisa libera importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus

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Governor João Doria presents China's Sinovac Biotech Covid-19 vaccine on July 21, 2020 in Sao Paulo, Brazil as it is being tested. (Photo: Antonio Molina/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Vacina da SinoVac está sendo testada pelo Instituto Butantan em São Paulo (Foto: Antonio Molina/Fotoarena/Sipa USA via AP Images)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac em parceria com o Instituto Butantan. A informação é do portal G1.

A vacina está na terceira e última fase de testes no Brasil, onde 9 mil voluntários participaram das testagens, que consiste em tomar duas doses. Segundo resultados apresentados pelo governo de São Paulo, 35% dos participantes tiveram sintomas leves e nenhum deles teve efeitos colaterais adversos graves.

A imunização está no centro do embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que assinou o acordo com a SinoVac para testar e produzir a CoronaVac no Brasil.

Na última terça-feira, 20, o governo federal havia confirmado, por meio do ministro da Saúde, que compraria 46 milhões de doses da vacina. No dia seguinte, a decisão foi revogada pelo presidente.

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Doria já havia afirmado que São Paulo receberia 46 milhões de doses até fevereiro, para imunizar a população do estado. As seis milhões primeiras doses chegarão prontas da China. As outras 40 milhões serão envasadas e rotuladas no Instituto Butantan.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta semana que a Anvisa estaria demorando para liberar a compra de matéria prima para produção da CoronaVac, mas garantiu que o cronograma feito pelo governo de São Paulo para a vacina estava mantido.

A imunização começará após a aprovação da Anvisa.