Anúncio de Kevin Hart como apresentador do Oscar gera polêmica por declarações homofóbicas do ator

O ator em cena de ‘O Durão’ (Imagem: divulgação Warner)

Kevin Hart será o apresentador da cerimônia do Oscar em 2019, que acontece no dia 24 de fevereiro. O anúncio foi feito na noite desta última terça-feira, e o comediante comemorou por meio de um post no Instagram.

“Há anos me perguntam se eu, um dia, apresentaria o Oscar e minha resposta sempre foi a mesma: seria a oportunidade da minha vida”, escreveu na rede social. “Estou em choque porque tem sido um objetivo na minha lista há muito tempo… Poder me juntar à lendária lista de apresentadores que agraciaram o palco é inacreditável. Eu sei que minha mãe está sorrindo de orelha a orelha agora. Tenho certeza de que farei esse Oscar muito especial. Agradeço à Academia pela oportunidade. Agora é hora de estar à altura da ocasião”.

Com o Oscar chegando à marca de 91 edições, Hart (que estrelou recentemente a nova versão de ‘Jumanji’ e ‘Dois Espiões e Meio’, ambos ao lado de Dwayne Johnson) é apenas o quarto apresentador afro-americano da história do evento, juntando-se a uma lista restrita que até então tinha apenas Chris Rock, Whoopi Goldberg e Sammy Davis Jr.

A escalação, porém, trouxe junto uma polêmica. Membros da comunidade LGBT dos EUA lembraram declarações homofóbicas feitas pelo comediante no passado. Num especial de stand-up lançado em 2010, Hart disse, por exemplo, que “um dos meus maiores medos é que meu filho cresça sendo gay”. Em 2015, durante uma entrevista à revista Rolling Stone, o ator declarou que não faria o mesmo tipo de piada novamente e se mostrou arrependido.

Agora a piada volta aos holofotes, assim como o caso extraconjugal que admitiu ter enquanto sua esposa Eniko Parrish estava grávida, no início de 2017, e o fato de ter escrito em sua biografia, publicada no ano passado, que teve momentos de comportamento violento durante o primeiro casamento, com Torrei Hart.