Antonia Fontenelle e cantor Netinho são denunciados por ativista LGBTI+

Lucas Pasin
·2 minuto de leitura
Antonia Fontenelle e Netinho (Foto: Reprodução/Youtube @nalata)
Antonia Fontenelle e Netinho (Foto: Reprodução/Youtube @nalata)

O ativista LGBTI+ Agripino Magalhães revelou em suas redes sociais que denunciou ao Ministério Público de São Paulo a apresentadora Antônia Fontenelle e o cantor Netinho por conta de uma entrevista deles no canal do Youtube "Na Lata". A denuncia, segundo o ativista, é pelos seguintes crimes: racismo, excitação ao ódio, LGBTIfobia e exposição de racismo.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 minuto e receba todos os seus e-mails em um só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook e Twitter

O que levou Agripino a tomar essa decisão foi uma conversa entre Fontenelle e Netinho, no Youtube, onde os dois comentaram sobre a música "Fricote", de Luiz Caldas, que diz: "Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear".

Leia também

Sobre o assunto, Netinho disse na entrevista que essa música seria considerada racista atualmente e disparou: "A vida da gente hoje... A gente está cercado de todos os lados, vigiado por todos, infelizmente."

Fontenelle comentou no vídeo: "Liberdade vigiada. Você não pode nada, tudo é um problema, uma grande confusão."

O ativista pede que a entrevista seja retirada do ar por conter, segundo ele, tom pejorativo, homofóbico e racista.

No Instagram, Agripino comentou: "Realmente antigamente era melhor. Pra eles! Podiam fazer piadas gays, curtir com a cara, falar mal, ganhar dinheiro as custas, compor canções racistas e LGBTIfóbica, bater, judiar, e humilhar os negros, os gordos, os gays, os índios, os pobres, as mulheres. Podiam fazer isso com todas as minorias. Só que agora não podem. Aí o mundo ficou ruim, monótono, pequeno e chato. Novamente, pra eles."

Antônia Fontenelle nega

Procurada pelo Yahoo, Fontenelle negou que a entrevista tenha conteúdo racista e enviou para a reportagem prints de Whatsapp onde Agripino a chama de "diva".

"O único Agripino que eu conheço é esse, um gay de São Paulo que me trata muito bem, que me escreve, que diz que eu sou a diva dele. Ninguém cometeu racismo algum", falou.

Já Netinho não retornou nosso contato. O espaço no Yahoo segue aberto para a resposta do cantor.