Antes do veto de Bolsonaro a reajuste de servidores, estados concederam aumento. Saiba quais

Fachada do Congresso Nacional

RIO - O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que autoriza o socorro a estados e municípios por conta da crise causada pelo coronavírus. O texto, que prevê repasses de R$ 60 bilhões aos governos locais, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira

O presidente vetou o trecho que blindava algumas categorias, como médicos e policiais, do congelamento de salários imposto a servidores públicos da União, estados e municípios. Com a decisão, todo o funcionalismo ficará sem reajustes até dezembro de 2021.

Antes do veto, no entanto, alguns governadores aprovaram aumentos que estavam em negociação. Ao menos três estados e o Distrito Federal já autorizaram revisões salariais desde que a proposta foi aprovada pelo Congresso. Saiba quais são:

Distrito Federal

Foi concedido aumento salarial para policiais e bombeiros do Distrito Federal, que depende de aval da União. O reajuste, por medida provisória, será de 25% para policiais militares e bombeiros e de 8% para policiais civis. O projeto, aprovado pelo Congresso, estende as mesmas autorizações para servidores militares de Amapá, Rondônia e Roraima.

Mato Grosso

Foi aprovado aumento da gratificação concedida a servidores efetivos que ocupam cargos em comissão e funções de confiança. Quem ocupa os cargos de confiança mais altos, por exemplo, receberá 90% a mais do salário, sendo que antes isso variava de 55% a 70%.

Paraíba

Foi aprovado um reajuste salarial linear de 5% para servidores públicos ativos, inativos e pensionistas. O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), explicou que a medida provisória (MP) que concede esse reajuste linear foi editada em janeiro deste ano e que a assembleia local aprovou a sua conversão em lei recentemente.

Rio Grande do Norte

Aprovados reajustes para a segurança, que será escalonado até chegar a 23% em 2022.