Anitta, Fernanda Montenegro, Juliette e mais leem a carta pela democracia da USP

Artistas fazem leitura de carta pela democracia (foto: reprodução / youtube )
Artistas fazem leitura de carta pela democracia (foto: reprodução / youtube )

Resumo da Notícia:

  • Artistas fizeram a leitura do documento que será parte de um ato pela democracia

  • Juliette, Chico Buarque, Christiane Tornoli, Djavan e outros artistas participaram

  • A carta é uma alusão ao ato feito pela instituição em 1977 contra a ditadura militar

Às vésperas do início da campanha eleitoral de 2022, Anitta, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Luísa Sonza, Duda Beat, Seu Jorge, Fábio Assunção, Lázaro Ramos, Milton Nascimento, Dira Paes, Daniela Mercury, Linn da Quebrada, Caetano Veloso, Maria Gadu, Maria Bethânia e outros leram a chamada Carta Pela Democracia.

O texto, criado por juristas brasileiros, faz alusão ao movimento feito pela Faculdade de Direito da USP em 1977 em defesa da democracia e contra a ditadura militar. A carta é considerada um marco civil contra o regime autoritário.

O conteúdo escrito pelos juristas é de conhecimento nacional desde o dia 26 de julho, quando foi publicado após o presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrar com embaixadores no Palácio da Alvorada para criticar as urnas eletrônicas e por em dúvida a legalidade do sistema eleitoral.

Nesta quinta-feira (11), um ato está marcado em frente à Faculdade de Direito da USP para a leitura pública do texto. Além de artistas, mais de 866 mil brasileiros assinaram o documento que diz: “Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.”

E continua: “Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional.”