Anitta faz desabafo após apuração de votos: 'Uma nação dividida é uma nação em guerra'

Anitta desabafa sobre clima de polarização política credit:Bang Showbiz
Anitta desabafa sobre clima de polarização política credit:Bang Showbiz

Anitta usou suas redes sociais após o TSE confirmar que os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), irão se enfrentar no segundo turno nas Eleições de 2022.

A cantora, 29, recorreu ao Twitter para fazer um desabafo sobre o clima de polarização política que se intensificou depois da apuração dos votos neste domingo (2).

"É muito triste o que estamos vivendo hoje. Infelizmente não só no Brasil, em todo o mundo. Independente do resultado das eleições, ninguém sairia inteiramente vencedor, pois uma nação dividida é uma nação em guerra. Uma nação em guerra é uma nação triste e adoecida. Famílias, amigos, amores... se desfazendo por guerras políticas das quais nós, população, conhecemos tão pouco que nem temos consciência se somos parte da peça do teatro ou se estamos assistindo à peça", começou ela.

Ainda na plataforma de microblogging, a estrela falou sobre a possibilidade de uma reforma política.

"Bom seria se durante o voto pudéssemos todos votar em quem queremos eleger e votar também em quem não queremos. Assim a população não se dividia. A população não seria obrigada a escolher qual a metade do seu próprio povo deve odiar. Pro segundo turno iriam as opções que não agradam 100% a ninguém e não desagradam 100% a ninguém. Ao invés de obrigar a população a brigar com sua outra metade, ela seria obrigada a aprender que nem tudo na vida é 100% do jeito que a gente quer. Que precisamos pensar no outro. Infelizmente não temos essa opção", lamentou ela.

A artista finalizou seu desabafo revelando seu desejo de retornar a um Brasil mais tolerante às divergências.

"Eu quero voltar no tempo onde não precisava assistir famílias que se amam pararem de se falar, de se amar, de se admirar por questões políticas. Eu queria voltar no tempo onde as agressões, intolerâncias, medo, xingamento etc não eram rotineiras e corriqueiras sob a "alegação" de razão política. Isso é tudo tão triste. Não tem mais a ver com política. Virou questão de respeito básico ao outro. Compaixão, senso coletivo. Eu não quero mais assistir isso acabando".