Anitta fala sobre bissexualidade: "Contei para minha mãe quando tinha 13 anos"

Anitta. Foto: reprodução/Facebook/Freeda

Sexualidade, preconceito e depressão foram alguns dos temas abordados por Anitta em entrevista ao site italiano Freeda. No vídeo, compartilhado nas redes sociais da publicação, a cantora fala de assuntos íntimos com naturalidade.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Segue a gente!

“Eu sempre gostei de garotas. Contei para minha mãe quando tinha 13 anos. Só esperei pelo melhor momento para falar ao público para que não criassem notícias sensacionalistas e tratassem isso como uma grande coisa: ‘essa é quem ela é’. Não quero isso para minha vida. Quero que minha bissexualidade seja natural e normal”, disse ela, na conversa conduzida em inglês e legendada em italiano.

Leia também:

A brasileira afirmou que não gostaria de ser rotulada. “Ninguém vai cantar na televisão e fala ‘oi, sou hetero’. Ninguém precisa fazer isso. É assim que quero que lidem com minha bissexualidade. Se você vir um homem e uma mulher se beijando na rua, vai lidar com isso com naturalidade. Eu quero que vejam a mim com uma garota com a mesma naturalidade”, afirmou.

Criada em Honório Gurgel, subúrbio do Rio de Janeiro, Anitta também lembrou que sofreu preconceito por sua origem humilde e por ter começado a carreira cantando funk e dançando no palco.

“Sou mulher, sou jovem e uso a sensualidade no meu trabalho. As pessoas, quando veem você balançando a bunda, acham que você não é inteligente o bastante. É o preconceito que sempre sofro. E também porque vim de uma região muito pobre do Brasil. Sempre que me julgam, crio forças pra dizer: Sim, estou aqui”, garantiu.

Anitta, que recentemente foi diagnosticada com estafa e já falou abertamente sobre saúde mental, comentou sobre a depressão. “Quando você entende que as pessoas não conhecem sua história, estão vendo de fora e não sabem o que você passou para chegar até aquele ponto... Quando entendi isso, comecei a ver os comentários, a pressão e as expectativas que têm de mim assim: ‘É, eles não sabem de nada’. Eles estão falando, mas não sabem a coisa real que se passa na minha vida. Não tem propriedade para falar. Minha mãe tem, meu irmão tem… Quando entendi isso, fiquei melhor na minha vida”, analisou.