Angélica denuncia transfobia após morte de fã: "Sociedade opressora"

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Angélica (Reprodução Instagram)
Angélica (Reprodução Instagram)

Angélica usou suas redes sociais para fazer uma homenagem a uma fã, Babalu Vendraminy, que cometeu suicídio após ser vítima de transfobia. A apresentadora pediu respeito para a comunidade LGBTQIA+, e lamentou o número alto de ataques transfóbicos no Brasil.

"Respeito. Hoje vim falar de respeito. Uma dor, na verdade. Nós vivemos em uma sociedade opressora, no um país que tem a maior taxa de mortalidade de travestis e pessoas trans. Ao mesmo tempo, nós somos o país que mais consome conteúdo pornográfico transexual no mundo. Existe uma cultura de opressão sendo constantemente alimentada, gerando situações de preconceito, de violência à comunidade diariamente", afirmou.

Angélica ao lado de Babalu (Reprodução Instagram)
Angélica ao lado de Babalu (Reprodução Instagram)

Em seguida, Angélica contou a história de Babalu, e fez uma homenagem postando fotos ao lado da fã. "Por que estou falando isso? Uma fã muito querida, infelizmente vítima desses preconceitos e violências, tirou a própria vida. Depois de terem tirado dela a liberdade de ser quem ela é. Hoje a Babalu nos deixa. Uma fã maravilhosa, de longa data, me acompanhou desde o início da minha carreira. Estou aqui para deixar um abraço enorme para todos os familiares e amigos. Que sua passagem seja leve e tranquila, de muita luz".

Trans ou travesti?

De acordo com a psicóloga especializada em sexualidade e co-fundadora do Instituto de Psicologia e Sexologia Essência Rara (IPSER), Priscila Junqueira à VEJA, a definição aceita pela comunidade LGBTQIA+ sobre mulher trans é uma identidade feminina que está dentro da binariedade de gênero, ou seja, que se enquadra nas classificações homem e mulher.

Dentro da linha de identidade, é importante destacar que existem diferentes abordagens na comunidade LGBTQIA+. Mulheres trans podem se identificar como travestis ou não de acordo com a sua interpretação do termo. Isso significa que, para algumas, não há diferença entre as definições. Como é o caso da Fabiana, que traz um sentido diferente de Linn ao se declarar mulher trans e travesti.

Transfobia no BBB22

Em menos de 24 horas da chegada de Linn da Quebrada no "BBB 22", já temos os primeiros casos de transfobia no reality show.

A primeira situação aconteceu durante o almoço. Linn pediu ajuda para pegar a pimenta e Eslovênia falou para outro brother entregar para "ele". Rapidamente, a atriz, que tem o pronome feminino tatuado na testa, corrigiu a colega de confinamento: "É ela", afirmou, com paciência. Sem graça, Eslovênia repercutiu o caso com Lucas assim que deixou a mesa.

Na madrugada desta sexta-feira (21), Rodrigo também teve uma fala transfóbica. Após Eliezer contar uma de suas experiências sexuais, o gerente comercial fez o seguinte comentário: "Eli, estou tentando dormir, mas tô lembrando do pinto do 'traveco' que você ficou com medo". Vinícius estava no quarto e rapidamente o corrigiu: "Traveco, não", disse o jovem. "Isso não foi legal", completou Maria.

Vale aqui, uma explicação didática: ao contrário de orientação sexual (que diz respeito à atração e desejo sexual de uma pessoal), a identidade de gênero diz respeito à identificação daquela pessoa com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento. Uma pessoa trans não se identifica com o corpo com o qual nasceu - por exemplo, alguém que nasceu com uma fisiologia atribuída ao sexo feminino, mas que, em níveis mais profundos de formação e construção do ser, se reconhece como homem. Em uma analogia bastante rasa e simplista, é como se essa pessoa tivesse nascido com o corpo "trocado".

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